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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Financiamento à saúde insuficiente


Do Correio Braziliense

O financiamento do setor da saúde pelos governos continua sendo insuficiente no mundo, onde, a cada ano, 100 milhões de pessoas ficam na pobreza por causa dos gastos médicos, de acordo com o relatório anual da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado ontem. “Nos países onde o financiamento da saúde é assegurado em grande parte pela fatura da atenção médica aos próprios pacientes, os gastos com saúde levam todos os anos 100 milhões de pessoas à pobreza”, diz o documento, apresentado em Berlim.Segundo uma pesquisa da Universidade de Harvard citada pelo relatório, as doenças ou as faturas médicas contribuíram para 62% das falências totais de famílias nos Estados Unidos em 2007, contra 50% em 2001. “Ninguém deveria ser empurrado para a ruína para obter atenção para sua saúde”, afirmou a diretora da OMS, Margaret Chan, citada no comunicado. “É simplesmente inaceitável”,enfatizou, durante uma coletiva de imprensa, David Evans, diretor do departamento de Financiamento dos Sistemas de Saúde da organização.

A OMS considera que uma das melhores formas de evitar essas bancarrotas familiares é o aumento dos níveis do pré-pagamento, através dos quais o paciente fica isento de financiar diretamente a atenção médica. Esse sistema consiste num fundo comum alimentado por taxas e seguros, e é “a base mais eficaz e mais equitativa para aumentar a proporção da população coberta”, afirma Margaret Chan. “Mas o mundo está muito longe da cobertura médica universal”, com a qual se comprometeram os 192 Estados membros da OMS em 2005, lamenta a organização.

Envelhecimento

A OMS reconhece que a pressão financeira ligada à crise e ao envelhecimento geral da população fazem com que cada vez mais as doenças crônicas e os tratamentos caros exijam um aumento dos fundos necessários.No entanto, muitas melhorias em relação a uma cobertura universal são possíveis graças a medidas simples, começando por uma melhor utilização dos recursos, argumenta a diretora da OMS. “Entre 20% e 40% do total dos gastos de saúde são mal utilizados por causa da ineficácia, e por isso uma melhor gestão dos gastos dos hospitais poderia se traduzir num aumento da produtividade de 15%”, segundo o informe.

Além disso, poderiam ser destinados à saúde mais fundos graças a um sistema mais eficaz de taxas fiscais, acrescenta o estudo, que cita uma pesquisa segundo a qual 22 países de poucos recursos poderiam obter US$ 1,42 bilhão suplementares aumentando 50% do imposto sobre o tabaco. Alguns países já deram o exemplo, como o Gabão ou a Tailândia, que puderam criar uma cobertura médica universal paga pelos impostos. No Brasil, há 11 anos o Sistema Único de Saúde oferece assistência gratuita à população.

Mas a OMS admite que os países com poucos recursos não poderão solucionar sozinhos o problema e necessitarão de ajuda dos países desenvolvidos. Se todos cumprirem o compromisso de repassar 0,7% de seu PIB à ajuda pública ao desenvolvimento, 3 milhões de vidas poderão ser salvas até 2015, conclui o relatório.
100 MILHÕES

Total de pessoas no mundo que, todos os anos, vão à falência porque precisam financiar tratamentos de saúde

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

CUT/AL avisa que 2011 será o ano das paralisações


A população alagoana pode se preparar para enfrentar uma série de atos públicos, mobilizações nas ruas e paralisações do serviço público. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) avisa que a partir de janeiro os servidores estaduais vão retomar as reivindicações para concessão de aumento salarial.

Apesar da promessa feita durante a campanha de que nos próximos quatro anos os maiores beneficiados serão os funcionários públicos, o governador Teotonio Vilela Filho deve se deparar com inúmeras greves já no início do ano que vem.E algumas mobilizações podem até acontecer ainda em 2010. A presidente em exercício da CUT em Alagoas, Lenilda Lima, diz que a entidade discute uma estratégia para pressionar o governo no sentido de resolver as pendências do AL Previdência.

“Estamos dialogando e fazendo o balanço da pauta de reivindicações de todas as categorias. Fazer greve em final de ano não surte efeito, mas a partir do ano que vem vamos para as ruas lutar pelos nossos direitos”, afirmou Lenilda.

A presidente disse que os servidores foram massacrados nos últimos quatro anos e que o mais provável é que a solução para alguns casos seja mesmo as greves. “O cenário não está fácil. Pleiteamos datas-base, cumprimento de leis que o governo nem comenta. O governador mesmo disse que não governa para grupeiros. Com esta declaração ele desqualifica os trabalhadores nas suas legítimas reivindicações”, afirmou.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Queimadas triplicaram no Cerrado em 2010


De acordo com dados do Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Cerrado brasileiro foi o bioma mais afetado pela seca neste ano. Entre maio e setembro, foram registrados 57,7 mil focos de queimadas, 350% a mais que o verificado no mesmo período de 2009. O número recorde nos últimos cinco anos provocou danos severos à vegetação e elevou as emissões de gases efeito estufa na região.

Os estados mais atingidos foram Mato Grosso, Tocantins e Goiás. Muitos parques nacionais que resguardam boa parte do que resta da vegetação de cerrado sofreram com o fogo. O parque nacional das Emas, em Goiás teve 90% de sua área queimada, enquanto os parques nacionais de Brasília, no Distrito Federal, e do Araguaia, em Tocantins, perderam 40% de mata, e o Serra da Canastra, em Minas Gerais, 35%. Segundo a ONG ambientalista WWF-Brasil, as queimadas e os incêndios durante a seca no Cerrado se devem "quase que totalmente à mão do homem" e acontecem para renovação forçada de pastagens naturais voltadas para a alimentação de rebanhos e também pela expansão de áreas de cultivo que demandam limpeza de áreas antes ou após desmatamentos.

Além de degradarem a flora local, prejudicando a sobrivência de espécies animais características da região, as queimadas e os desmatamentos contribuem para o aumento da concetração de CO2 na atmosfera. Entre 2002 e 2008, as emissões médias anuais de gases de efeito estufa do Cerrado foram de aproximadamente 232 milhões de toneladas de CO2, segundo o governo federal. O desmatamento ainda é a maior fonte de emissões no Brasil.

A secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, lembra que as mudanças climáticas aumentam a tendência de mais dias sem chuva e de agravamento do quadro de queimadas no Cerrado nos próximos anos. "Daí a importância de políticas públicas permanentes e efetivas para a proteção, recuperação e aproveitamento sustentável do bioma, que já perdeu metade de sua vegetação original", afirma.

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Geografia do voto


Veja o desempenho dos candidatos nas eleições 2010 (direito), município por município, e compare com os mapas de 2006 (esquerdo).
http://www.estadao.com.br/especiais/geografia-do-voto,120705.htm
Diga-se de passagem, um ótimo trabalho desenvolvido pelo ESTADÃO, que quando quer SER APENAS UM JORNAL, cuja função é INFORMAR, dá prazer acessar.



Resultado da Eleição - 1º Turno 2006

* GERALDO ALCKMIN

39.968.369 (41,635%)

* LULA

46.662.365 (48,608%)

________________________________________________________________
________________________________________________________________

Resultado da Eleição - 1º Turno 2010


* DILMA

47.651.434 (46,91%)

* JOSÉ SERRA

33.132.283 (32,61%)Pelo que se pode notar nos números acima, O PSDB precisa reconquistar
7 MILHÕES de votos somente para se tornar tão competitivo como em 2006.

Para ganhar, outros 10 MILHÕES além do número mencionado anteriormente...

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Aborto: porque a sociedade foge deste debate?


Segundo avaliações feitas pela coordenação de campanha da Dilma, de que as manifestações injuriosas feitas por setores ultra-consevadores da sociedade brasileira, das Igrejas Católicas, Evangélicos, Clube Militar (onde estão os torturadores do Regime Militar) e, prestem a tenção, a TFP (Tradição Família e Propriedade), dizendo que a candidadta do PT é "favorável" ao aborto, é que levou a eleição ao segundo turno.

Fora a questão - grave - da campanha difamatória, o assunto não pode, ou não poderia, ser debatido como uma questão eleitoral (ou eleitoreira).

Deve ser travada uma ampla discussão, em um momento oportuno, com TODA a sociedade, não somente no Brasil, mas em todo o mundo.Eu, Mario Rangel, não sou a favor do aborto.

Acho que a vida humana deve provalecer sempre.

Mas não se pode ser ingênuo ou hipócrita e colocar o aborto como um tabú, muitas vêzes, a última porta de saída para a mulher. Não acredito que uma mulher faça aborto por fazer.

A discussão sobre um problema de saúde pública, deve ser enfrentado, por Dilma e Serra, sem misticismo.

As mulheres (leia AQUI) fazem aborto há centenas de anos, é o método contraceptivo mais antigo, por muitos considerado mais seguro e menos prejudicial à saúde do que a pílula. Desde que feito por um médico e em condições adequadas, óbvio.


A discussão que precisa ser travada sem descanso é o que fazer para que as mulheres parem de morrer por abortar em casa, usando agulhas de tricô, ou em consultórios podres, nas mãos de açougueiros. Esta sim é uma questão séria, de saúde pública, para a qual todos, repito, todos os governos viram as costas.

Por medo de tratar de um assunto que envolve questões morais e religiosas e com isso perder alguns currais eleitorais e apoios financeiros de empresários conservadores ligados a igrejas poderosas, os governantes estão deixando milhares de mulheres morrerem todos os anos. O aborto clandestino é a quarta causa de morte materna no Brasil. Das 87 milhões de mulheres que sofrem todo ano no planeta com o peso de uma gravidez indesejada, mais da metade aborta.

Das 46 milhões de mulheres que optam por abortar, 18 milhões o fazem em condições precárias, de forma insegura, insalubre, porque não têm recursos próprios e porque não há amparo legal para que esse procedimento seja realizado em hospitais públicos. Dessas 18 milhões de mulheres abandonadas por seus governantes, 70 mil morrem, ou no momento do aborto ou por infecções consequentes. São dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), não foram inventados por mim, e são baseados em abortos relatados - o número concreto de abortos clandestinos ninguém sabe.

Esta discussão deve ser encarada sem medo, pois o medo é a arma da direita.

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domingo, 3 de outubro de 2010

Bancada de senadores do PT dobra de 8 para 16

A bancada de senadores do PT dobrou de 8 para 16 após as eleições deste domingo (3). O total ainda pode subir para 17, já o resultado de Rondônia, onde Fátima Cleide aparece em segundo lugar, está dependendo do julgamento da candidatura de Ivo Cassol (PPS) – enquadrado no Ficha Limpa.

Dois atuais senadores petistas, foram reeleitos Paulo Paim (RS) e Delcídio Amaral (MS). Conquistaram a vaga pela primeira vez Marta Suplicy (SP), Lindeberg Farias (RJ), Gleisi Hofman (PR), Valter Pinheiro (BA), José Pimentel (CE), Humberto Costa (PE), Wellington Dias (PI), Ângela Portela (RR) e Jorge Viana (AC).Digite aqui o resto do post

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PT volta ao governo gáucho com Tarso; Wagner (BA) e Deda (SE) estão reeleitos

O PT reconquistou o governo do Rio Grande do Sul neste domingo (3), com a eleição do ex-ministro Tarso Genro, e reelegeu os governadores Marcelo Deda (Sergipe) e Jaques Wagner (Bahia). Também está próximo de ser eleito no primeiro turno Tião Viana no Acre.

Para o segundo turno, o partido continua na disputa no Distrito Federal, com Agnelo Queiroz, e tem chances em São Paulo, com Aloizio Mercadante, e Pará, com a governadora Ana Júlia.

Entre os candidatos da base aliada, já estão eleitos Sérgio Cabral (RJ), Cid Gomes (CE), Eduardo Campos (PE) e Renato Casagrande (ES).
Digite aqui o resto do post

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sábado, 2 de outubro de 2010

EXCLUSIVO LULA RESUME O BRASIL QUE VAI ÀS URNAS


Dilma tem 55% dos votos válidos, mostra Vox Populi

"Acabou o tempo em que a casa grande dizia o que a senzala tinha que fazer, acabou"

( Leia nesta pág. a entrevista de Lula a Carta Maior e entenda porque a casa-grande de Serra e Gilmar Mendes tramou contra o voto da senzala; 02-10)
“Esquerda fez opção pela democracia na América Latina”

Em entrevista à Carta Maior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz um balanço de oito anos de governo, aponta as conquistas e mudanças que esse período trouxe para o Brasil e para a América Latina e fala sobre o aprendizado que teve neste período a frente da presidência da República. Entre outros assuntos, aborda também a relação com os meios de comunicação e destaca o compromisso assumido pela esquerda na América Latina: "A esquerda fez uma opção pela democracia. "quem dá golpe não é a esquerda. Não foi ninguém de esquerda que deu o golpe em Honduras".

Redação - Carta Maior

Em entrevista concedida à Carta Maior e aos jornais Página/12 (Argentina) e La Jornada (México), na manhã desta quinta-feira, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço de seus oito anos de governo e as mudanças que esse período trouxe para o país e para a América Latina. Na conversa, entre outros assuntos, o presidente fala sobre o aprendizado que teve neste período - Quando você está no governo, você não pensa, você não acha e você não acredita; você faz ou não faz. E o governo é um eterno tomar de posição – sobre a relação com os meios de comunicação – Se dependesse da imprensa eu teria 10% de aprovação, ou menos – e sobre o compromisso assumido pela esquerda na América Latina: A esquerda, na América Latina, fez uma opção pela democracia, e está chegando ao poder em vários países pela via da democracia. E quem dá golpe não é a esquerda. Não foi ninguém de esquerda que deu o golpe em Honduras.

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O BRASIL E A TORCIDA PARA QUE O COP-10 SEJA UM SUCESSO


Ao longo da semana foram muitas as matérias e os comentários publicados pela imprensa e pelos “twitteiros” sobre o COP-10 (Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica), que acontece em outubro, em Nagoya (Japão). A ideia é que, desse encontro, saiam metas de preservação da biodiversidade a serem cumpridas nos próximos 10 anos, ou seja, até 2020.

No entanto, o possível êxito do COP já tem gerado controvérsia antes mesmo de o evento acontecer. Em matéria publicada no Estadão, por exemplo, Bráulio Dias, secretário nacional de biodiversidade e florestas, levanta a possibilidade de que os resultados no COP não sejam satisfatórios. Uma das dificuldades seria o descompasso de interesses entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. O secretário aponta as graves consequências para o Brasil, caso não se chegue a um acordo, já que “nós somos os maiores detentores de biodiversidade”. Por isso mesmo, precisamos que sejam estabelecidas regras de acesso aos recursos e de repartição dos seus benefícios.Para que fique mais claro o potencial e o papel desempenhado pelo Brasil no cenário ambiental global, retomamos passagens de uma matéria publicada pela Folha de São Paulo, no dia 9 de julho deste ano:

FLORESTA TROPICAL É A MAIOR MÁQUINA DE ABSORVER CO2

As florestas tropicais, como a Amazônia, são a máquinas de fotossíntese mais eficientes do planeta. Um novo estudo internacional mostra que elas absorvem um terço de todo o gás carbônico que é retirado da atmosfera pelas plantas todo ano. (…) São 123 bilhões de toneladas de gás por ano.

(…) O trabalho de Christian Beer (do Instituto Max Planck para Bioquímica) também ressalta a importância das florestas secundárias na Amazônia como “ralos” para o CO2 em excesso despejado no ar por seres humanos.

Isso porque, apesar de absorverem muito carbono por fotossíntese, as florestas tropicais devolvem outro tanto ao ar quando respiram.

Florestas em regeneração, por outro lado, fixam muito mais carbono do que exalam.

O estudo usou dados de uma rede internacional, a Fluxonet, que reúne centenas de torres que sevem como postos de observação pelo mundo, analisando os fluxos de CO2 na vegetação ao redor.

No Brasil há quase uma dezena de torres de fluxo, a maior parte delas instaladas na Amazônia.

O COP nasceu no Rio, em 1992, e suas primeiras metas foram estabelecidas para 2010. No entanto, os relatórios mais recentes sobre a evolução da perda da biodiversidade mostram que o dever de casa das nações de todo o mundo não está sendo cumprido, pelo menos não da maneira que deveria: de 1970 pra cá, o planeta perdeu 30% do seu “estoque” de seres vivos. O prejuízo anual do desmatamento gira em torno de 4,5 trilhões de dólares. Ou seja, o sucesso do COP deste ano, é o sucesso das sociedades como um todo. Agora é torcer…

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O fracasso da tentativa de golpe no Equador


Na espetacular operação de resgate, a irrupção de cerca de 500 soldados – segundo a contagem da televisão pública equatoriana que transmitiu ao vivo e em cadeia nacional todos os fatos – desatou um tiroteio nas imediações do hospital, que se prolongou durante uma hora e que, junto com outros acontecimentos do dia, deixou um saldo de 74 feridos e dois mortos. O resgate e o transporte de Correa duraram cerca de 30 minutos. À noite, Correa responsabilizou diretamente o coronel da reserva, Lucio Gutierrez, que governou o país entre 2003 e 2005, ano em que foi derrubado por um levante popular. O artigo é do La Jornada.

La Jornada

Quito, 30 de setembro. “Jamais cedemos, jamais aceitamos negociar qualquer coisa, sob pressão nada, com o diálogo tudo”, afirmou ontem à noite o presidente equatoriano Rafael Correa ao relatar para milhares de cidadãos os momentos mais críticos do seqüestro realizado por um grupo de oficiais que exigia a revogação da Lei Orgânica do Serviço Público, aprovada quarta-feira pela Assembléia Nacional.Minutos antes, por volta das nove horas da noite em Quito, vários comandos militares terrestres entraram no hospital da polícia nacional disparando tiros de fuzil para resgatar ao mandatário e levá-lo em um automóvel rodeado de veículos militares até a sede do Poder Executivo, o Palácio de Carondelet, onde foi recebido entre gritos e cantos patrióticos por militantes da Aliança País, o partido que o levou ao poder em 2006 e que respalda a revolução cidadã proposta por Correa.

A grande culpa de tudo isso é dos conspiradores de sempre, dos que não conseguiram ganhar nas urnas, disse Correa vestido com a mesma roupa que usava pela manhã quando foi conversar com os policiais do Regimento Quito número 1 para tentar convencê-los a desistir da sublevação em rechaço à nova legislação, que faz parte de uma série de reformas legais pelas quais o Equador passa desde que, em 2008, foi aprovada a nova Constituição.

Em resposta, os policiais agrediram o presidente, insultaram-no, lançaram bombas de gás lacrimogêneo, tentaram tirar-lhe a máscara que levava e quase o asfixiaram, pelo que teve que ser levado para o hospital.

Por volta de uma da tarde, um contingente de pessoas se dirigiu, desde a sede presidencial, até o hospital. O grupo era encabeçado por membros do gabinete e outros funcionários e ia pedir a libertação de Correa. Após uma hora de marcha, policiais uniformizados – muitos deles integrantes de esquadrões de motocicletas – receberam as pessoas com gases lacrimogêneo, pedras e agressões. Esses enfrentamentos se repetiram ao longo do dia.

A essa altura, os pronunciamentos políticos de legisladores e magistrados eram favoráveis à defesa das instituições que o Equador trata de reconstruir após uma década marcada pela instabilidade e por mudanças presidenciais. A oposição manteve silêncio a maior parte do dia até que, desde Brasília, (Lucio) Gutierrez falou à imprensa para rechaçar seu envolvimento, ao mesmo tempo em que sugeriu a dissolução do Congresso e a antecipação das eleições presidenciais.

A sublevação dos policiais se estendeu por várias cidades: Riobamba, Latacunga, Guaranda, Ambato, Cuenca, Loja, Santo Domingo, Ibarra, Machala e Manta.

Ainda que tenha se dito que militares estavam participando do movimento, o único corpo claramente identificado foi o da Força Aérea, que ocupou o aeroporto internacional de Quito para obrigar o cancelamento das operações, que acabaram sendo reabertas ao anoitecer, segundo a autoridade local da aeronáutica civil.

O comando militar e policial manifestou seu pleno respaldo ao presidente Correa, mas o chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, general Ernesto González, declarou que “não estamos condicionando, estamos solicitando que a mencionada lei (que elimina bonificações de servidores) seja revisada e, se for o caso, que seja revogada nas instâncias correspondentes”.

À noite, Correa responsabilizou diretamente o coronel da reserva, Lucio Gutierrez, que governou o país entre 2003 e 2005, ano em que foi derrubado por um levante popular. “Vi os infiltrados por Lúcio”, disse o presidente ao referir-se ao diálogo que sustentou nas primeiras horas do dia, antes do amotinamento dos policiais no quartel.

Na espetacular operação de resgate, a irrupção de cerca de 500 soldados – segundo a contagem da televisão pública equatoriana que transmitiu ao vivo e em cadeia nacional todos os fatos – desatou um tiroteio nas imediações do hospital, que se prolongou durante uma hora e que, junto com outros acontecimentos do dia, deixou um saldo de 74 feridos e dois mortos.

O resgate e o transporte de Correa duraram cerca de 30 minutos. Nas imagens televisivas, pode-se ver que uma pessoa em uma cadeira de rodas era levada de um lugar a outro, mas não ficou claro de quem se tratava até a confirmação do vice-ministro do Interior, Edwin Jarrín. “Tiramos ele, tiramos ele”, disse a jornalistas locais e estrangeiros, enquanto na televisão observava-se ainda a mobilização militar na zona do hospital, situado na zona Sul de Quito.

Após celebrar ter conseguido sair do hospital com vida, Correa confessou o que sentiu em seu cativeiro: me saíram as lágrimas, não de medo, mas sim de tristeza, porque os fatos, explicou, só se devem ao temor da Revolução Cidadã, ou seja, o programa de governo baseado na recuperação de recursos naturais, austeridade administrativa e alianças com países afins como Venezuela e Bolívia.

O retorno de Correa foi acompanhado de uma mobilização de milhares de pessoas que, desde o meio dia – quando se soube que o presidente tinha sido seqüestrado -, acudiram ao palácio Carondelet para defender a institucionalidade política.

“Passamos por uma prova duríssima”, resumiu Correa à noite, diante dos cidadãos. Um grupo de oficiais muito cortês conversou comigo no hospital para exigir a revogação da lei, o que é uma tarefa da Assembléia. “Respondi que não faria isso, que sairia dali com dignidade ou como um cadáver”.

“Como em uma opereta, os policiais seqüestraram seu comandante em chefe”, disse Correa em tom reflexivo. Hoje é um dia triste. Foram uns quantos, mas não haverá perdão nem esquecimento. Além disso, a lei não será revogada”, acrescentou. Alguns minutos mais tarde, terminou seu discurso com uma advertência. “Ninguém vai parar esta revolução cidadã. Até a vitória sempre!”

Tradução: Katarina Peixoto

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Eleições 2010: Poucos candidatos aderem à campanha em defesa do Rio São Francisco


Encontrar políticos e candidatos a cargos públicos dispostos a abraçar as causas populares não é uma tarefa nada fácil. A Articulação Popular São Francisco Vivo constatou isto quando decidiu pedir a todos os candidatos ao parlamento, ao governo dos estados da Bacia do São Francisco, assim como aos presidenciáveis, que apoiassem as propostas que afetam a vida do rio e da população que vive em torno da Bacia.

Diante do balanço frustrante realizado ao fim da campanha (17), Ruben Siqueira, sociólogo, membro da Comissão Pastoral da Terra da Bahia e coordenador do Projeto Articulação Popular para a Revitalização do São Francisco, questiona se as propostas da campanha são “radicais demais para esta época de consensos mornos”. Em entrevista à Adital, Ruben falou a falta de apoio e enumerou as principais necessidades do rio e da população que vive dele. Entrevista realizada por Natasha Pitts, da Adital. [Leia na íntegra]Adital – A Articulação Popular São Francisco Vivo decidiu levar suas propostas aos candidatos de Salvador. Como surgiu a ideia?

Ruben Siqueira – Nem tanto aos candidatos de Salvador, mas a todos os candidatos ao parlamento e ao governo nos estados da Bacia do São Francisco (MG, BA, PE, AL e SE), além dos candidatos à Presidência da República. Trata-se de todos os que poderão se tornar mandatários, cuja ação ou omissão no exercício do mandato terá impacto na vida do rio e do povo que vive na Bacia.

A ideia surgiu, nos encontros e reuniões da Articulação, fruto de duas constatações. A primeira é o esvaziamento da campanha eleitoral, a mercê do marketing publicitário, da ausência do debate de ideias e propostas reais para resolver os graves problemas vividos pela população. A segunda é a necessidade de dar visibilidade aos problemas e desafios da Bacia e às bandeiras e propostas da Articulação. Há cinco anos esta Articulação vem tentando juntar forças em torno dos problemas sociais-ambientais do São Francisco e das experiências e iniciativas populares de revitalização, mas isto tem dificuldade de impactar, pautar, envolver os políticos da região. Há um abismo crescente e angustiante entre a política e a vida.

Adital – Desde o lançamento desta campanha, o que foi feito para divulgá-la e consequentemente para chamar a atenção dos candidatos?

Ruben Siqueira – A própria construção da iniciativa e do documento de propostas foi um processo interessante, pela tomada de consciência entre os participantes da articulação deste quadro político e pela definição do que eram nossas principais reivindicações.

A divulgação se deu pelos meios disponíveis – correio eletrônico, telefone, presencialmente, por exemplo, em debates ou quando topamos os candidatos em campanha. As entidades e militantes que fazem parte da Articulação fizeram este trabalho em suas regiões e estados.

Adital – O prazo para a adesão dos candidatos termina na sexta-feira (17). Já é possível fazer um balando do resultado?

Ruben Siqueira – O balanço que estamos fazendo é frustrante. Os retornos explícitos dos candidatos são bem poucos. Houve mais compromisso “de boca” e promessa de assinar e enviar o documento. Mas isto pouquíssimos fizeram até agora e são os dos pequenos partidos de esquerda. O que nos leva a pensar como realmente é sério o divórcio entre os políticos e os movimentos sociais.

Nos perguntamos se nossas propostas são radicais demais, para esta época de consensos mornos: reforma agrária, limite da propriedade da terra, reconhecimento dos territórios tradicionais, moratória para o Cerrado e Caatinga, defesa do código florestal, suspensão de barragens e da transposição, obras hídricas descentralizadas na região semiárida (Atlas da Agência Nacional de Águas), água como direito humano, revitalização verdadeira, marco regulatório da mineração… Pensamos que sendo de eleitores as numerosas comunidades que enfrentam estes problemas e lutam por estas mudanças, os políticos em geral se interessariam. Parece que hoje eles têm outros meios de conseguir o voto e estes compromissos vão lhes causar problemas…

Adital – Antes desta iniciativa, já havia candidatos/políticos que apoiavam a causa?

Ruben Siqueira – Nos embates em torno do São Francisco, contamos atualmente com poucos políticos de fato comprometidos. Específica e pontualmente, têm alguns poucos ligados à questão, por exemplo, dos quilombolas, da mineração, da convivência com o semiárido, etc. Temos também referência nos parlamentares que pautam a questão ambiental em geral e, mais, nos que se solidarizaram com a luta contra a transposição, na época dos jejuns de Dom Luiz Cappio.

Adital – Quando será feita a divulgação dos resultados de quem apoiou, que não respondem e quem se negou a apoiar a causa?

Ruben Siqueira – Pensamos em imprimir e divulgar massivamente o documento, quando o lançamos, mas optamos por deixar isso para depois, com os nomes dos candidatos que o assumiram. É o que faremos proximamente. Em vista das dificuldades vamos continuar recebendo adesões após o prazo de 17/9 [entrevista realizada no dia 16 de setembro de 2010]. E a partir da semana que vem, vamos divulgar os nomes dos que se comprometeram sugerindo que estes merecem ser votados. Na medida em que outros chegarem, divulgaremos.

Adital – Após as eleições, como pretendem cobrar os político que firmaram compromisso com a situação da Bacia do Rio São Francisco?

Ruben Siqueira – Nossa intenção é estreitar os laços com estes comprometidos, manter permanente contato com eles, continuar pautando-os com nossas denúncias e propostas. Mas sem firmar nenhuma condição de reciprocidade de apoio eleitoral nosso. Claro que, conforme o desempenho deles e a relação que tiverem de respeito à autonomia dos movimentos sociais, serão os políticos que a população sanfranciscana ligada à Articulação deve continuar livremente votando.

Mas, o desafio que está posto é o de recriarmos os espaços e as relações coletivas de poder, superar a inversão operada, de que a sociedade organizada e mobilizada está a serviço do poder de grupos partidários, o que tem significado esvaziamento, controle e neutralização das demandas e lutas. Pior é achar que não carece mais ter movimentos sociais, pois o governo “popular” vai resolver tudo… Temos urgentemente que recuperar a construção do poder popular para além dos políticos profissionais e das estruturas formais da política e do Estado. Esta é a finalidade última – político-educativa – desta campanha da Articulação Popular São Francisco Vivo.

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sábado, 18 de setembro de 2010

Casal realiza concurso para preenchimento de 131 vagas em Alagoas


Cargos são de níveis médio e superior; edital será publicado na próxima segunda-feira

15:13 - 18/09/2010
Da Redação com assessoria

A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) vai realizar concurso público para ao preechimento de 131 vagas de níveis médio e superior. O edital será publicado nesta segunda-feira (20) e os interessados poderão se inscrever no período de 21 de setembro a 15 de outubro, no site da Comissão Permanente de Vestibular (Copeve).stCasal abre concurso público para 131 vagas

Serão oferecidas vagas para 19 cargos diferentes e as provas serão realizadas nos municípios de Maceió, Arapiraca e Delmiro Gouveia.

A partir de segunda-feira, mais informações podem ser obtidas por meio dos endereços www.copeve.ufal.br e www.fundepes.br, ou pelos telefones (82) 2122.5353 e (82) 3336.2507.

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GEOGRAFIA: PRÁTICAS E CONCEITOS PONTO DE VALOR ECOLÓGICO: LITORAL NORTE


Tiago Sandes Costa¹


RESUMO

A aula de campo a ser trabalhada enfocará a inserção da interdisciplinaridade onde propiciará aos professores demonstrar na prática a teoria apresentada em sala de aula e aos alunos subsídios para a elaboração de relatórios vinculados ao foco da aula proporcionando ainda uma percepção da alteração biológica e comportamental resultando na ocupação desordenada e no uso inadequado do solo proporcionando impactos ambientais, além de avaliarmos o contexto em que estamos inseridos. O trabalho a ser desenvolvido irá retratar a ocupação espacial dos municípios de Alagoas no qual se inserem: Santana do Ipanema, Dois Riachos, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Palmeira dos Índios, Maribondo, Atalaia, Satuba, Maceió com paradas em Ponta Verde e Pajuçara, Paripueira, São Luiz do Quitunde e Japaratinga.

ABSTRACT

The class field being worked on will focus on the integration of interdisciplinary studies which would give teachers demonstrate in practice the theory presented in the classroom and the students support for the preparation of reports related to the focus of the class also provides an insight into the biological and behavioral changes resulting in disorderly and inappropriate land use in providing environmental impacts, and evaluate the context in which we operate. The work will be developed to depict the spatial distribution of municipalities of Alagoas in which to insert: Santana do Ipanema, Two Creeks, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Palmeira of the Indians, Maribondo, Atalaia, Satuba, Maceió with stops in Ponta Verde and Pajuçara , Paripueira, São Luiz do Quitunde and Japaratinga.
METODOLOGIA

A gradativa e constante transformação do espaço natural em espaço geográfico proporciona uma mudança substancial na paisagem em todo Estado de Alagoas. As relações socioeconômicas estendidas dentro do território alagoano, bem como o desenrolar espacial transpostos pelas mesorregiões do Estado é ponto fundamental no transcorrer do redesenho sócio espacial. Clima, vegetação, hidrografia, ocupação desordenada do solo, poluição, urbanização, sistemas agrícolas, impactos ambientais e economia serão eixos que condicionarão um desenrolar sobre o sistema produtivo a partir da caracterização do espaço construído. A observação será ponto de partida como principal ferramenta na identificação dos diversos fatores que serão fonte de pesquisa e conhecimento.
Analisar e verificar os contrastes socioambientais locais direcionando a constituição de uma plataforma que, alçará propostas com uma ênfase na real situação em que o crescimento urbano e a expansão agrícola baseada em plantations onde proporciona a existência paisagem contemporânea. A partir da universalização contextual dos diferentes aspectos que condicionaram a inversão ambiental, sem um pleno planejamento nem tendo como base o desenvolvimento sustentável, poderemos considerar a preexistência de relações sociais adversas onde a concentração de renda e o enraizamento das práticas coloniais estão presentes no seio da sociedade alagoana.

OBJETIVO

Os alunos da 3ª série do ensino médio estarão participando de uma aula de campo que inicia-se na cidade de Santana do Ipanema, sertão de Alagoas, caracterizada pela vegetação cactácea e arbustiva e de economia agrícola, passando pelas cidades de Palmeira dos Índios, Belém, Tanque D’arca, Maribondo-Atalaia, Pilar, Satuba, Maceió (Pajuçara e Ponta Verde), Jacarecica, Paripueira e São Luiz do Quintude.
Durante toda aula estarão sendo orientados e acompanhamento pelos professores das áreas abordadas (História, Geografia, Biologia, física, química e Sociologia) e coordenação pedagógica.
O objetivo deste estudo é proporcionar aulas práticas de conhecimento sobre os aspectos físicos, históricos e sociológicos na transformação da paisagem através da ocupação do solo e na constituição historiográfica do estado de Alagoas.

INTRODUÇÃO

A interação entre a teoria e a prática se aplica à necessidade de um trabalho de gabinete bem explorado onde possa difundir conceitos sistemáticos sobre o espaço habitado. Portanto, aplica-se a Geografia o trabalho in loco como ferramenta de vital importância para o acúmulo intelectual do aluno fazendo-o despertar para a pesquisa reproduzindo assim uma visão mais apurada do espaço geográfico. Os conhecimentos sobre os diversos fatores que podem evidenciar ou não certos fenômenos são imprescindíveis no tocante ao ensino-aprendizagem. De acordo com Cruz (1997) “[...] a pesquisa de campo representa uma possibilidade concreta de contato direto entre pesquisador e a realidade estudada, o que permite a apreensão dos aspectos dificilmente vislumbrados através somente do trabalho de gabinete”.
Segundo Kerner e Carpenter (1986), o campo propicia aos estudantes um senso
de integração dos processos da natureza e a percepção desta como um todo, e não suas
partes isoladas.
A gênese da pesquisa é aguçar a construção do conhecimento por meio de um domínio teórico capaz instrumentalizar abordagens capazes de reverter problemas de impactos sócio-ambientais. A diversidade Cultural, Histórica, Ambiental e Biológica serão áreas estratégicas para a elaboração do relatório.

A DIDÁTICA E SUA INCONDICIONALIDADE A GEOGRAFIA

A Geografia está historicamente ligada a percepção de uma disciplina meramente decorativa, cansativa e sem atrativos. Esta lógica tende a mudar a partir da dinâmica empregada ao estudo do espaço geográfico. Interpretação, análise e estudo dos diferentes fatores que influenciam direta ou indiretamente na mudança da paisagem são relações diretas no aprendizado. É nesse viés que o trabalho de campo irá realçar uma nova perspectiva no estuda da Geografia.


Conforme Callai e outros (1988):
[...] vale lembrar aqui que durante o tempo em que se desenvolve todo o processo do trabalho de campo (planejamento, execução, análises e relatórios), o professor deve ter a preocupação constante de situar a atividade que está sendo desenvolvida dentro do contexto dos objetivos pelos quais estão sendo desenvolvidas as tarefas. Isto é necessário para se evitar o “fazer pelo fazer” apenas.

As práticas de campo, quanto ao seu papel didático, podem ser classificadas em:
Ilustrativas, indutiva, motivadoras, treinadoras e investigativas.

a) ilustrativa – serve para mostrar ou reforçar os conceitos já vistos em sala de aula. Pode-se, também, com menor ênfase aplicar habilidades adquiridas;
b) indutivas – visam guiar seqüencialmente os processos de observação e interpretação, para que os alunos resolvam um problema dado. O professor é um condutor direto dos trabalhadores ou se apóia em um guia de atividades (COMPIANI; GONÇALVES, 1984 a e b);
c) motivadoras – visam despertar o interesse dos alunos para um dado problema ou aspecto a ser estudado;
d) treinadoras – visam essencialmente ao aprendizado seqüencial de habilidades, em graus crescentes de complexidade;
e) investigativas – propicia aos alunos resolver um determinado problema, ou formular um, os vários problemas teórico-práticos diferentes. Seguindo o prisma do conhecimento da geografia do município, elaboramos um esquema de roteiro para o trabalho de campo, abordando a Geografia Física e Humana interagindo com outras ciências como História, Biologia, Matemática, Química etc.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

KERN, E. L.; CARPENTER, J. R. (1986) Effect of field activities on student learning.
J. Educ. 34:180-183
CALLAI, H. C. et al. O estudo do município e o ensino de história e geografia. Ijuí: Unijuí,
1988.
COMPIANI M.; GONÇALVES P.W. (1984ª) Aspectos didáticos e metodológicos das
atividades de campo em Geologia. In CONGR BRAS. GEOL. 33, Rio de Janeiro,
1984 Anais Rio de Janeiro SBG. V.5 p. 185-197.
LAUTENSCHLAGER, Cristiane.; KAVALES, Roseli Aparecida.; LUDKA, Vanessa Maria. Geografia e prática de campo. 8º encontro de iniciação científica. Seção de artigos, 2008.

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Estado como Indutor de uma Política Sustentável



*Tiago Sandes Costa

RESUMO

Palmeira dos Índios é um dos 77 municípios alagoanos que é abastecido pela companhia de abastecimento d’água e saneamento do Estado de Alagoas - CASAL que tem sua sede em Maceió, capital do Estado. A água que abastece os municípios de Palmeira dos Índios, Minador do Negrão e Estrela de Alagoas é capitada na barragem da carangueja que pertence à bacia hidrográfica do rio Carangueja no município de Quebrangulo e, é distribuída através da adutora da carangueja. Sendo uma região de manancial, o proprietário tem por obrigação não dispor desta região para fins econômicos como criação de gado e plantações, e sim para reflorestarem essas mesmas áreas.

Palavras-chaves: água, abastecimento, homem, meio ambiente, impactos ambientais sustentabilidade.
INTRODUÇÃO

Os problemas relacionados ao abastecimento de água nas cidades do interior do Estado de Alagoas é uma realidade que vem se intensificando a cada dia. Diversos são os fatores que contribuem para essa situação, dentre os quais a forma errônea como o homem vem interferindo no meio ambiente, contribuindo para a existência dos impactos ambientais.

Entre estas cidades está Palmeira dos Índios situada no Agreste alagoano a cerca de 140 km da capital, Maceió, cuja ligação é realizada através da BR 316, com aproximadamente 68.060 habitantes emancipada em 20 de Agosto de 1889.

O fato de haver nesta cidade uma irregularidade em relação à distribuição de água para a população, instiga o estudo para discutir os pontos que influenciam neste fator, enfatizando a sua importância para a geração de desenvolvimento, saúde e bem-estar social.

Municípios em todo o Brasil, principalmente na região nordeste, passam por verdadeiras calamidades que não são causadas apenas pelos fenômenos naturais, mas também pela falta de água que assola toda uma população decorrente inclusive da também pela forma errônea como o homem vem interferindo no meio ambiente, afetando inclusive o abastecimento de água responsável em atender as necessidades de toda uma população. Vários são os fatores que podem ser condicionantes para o desabastecimento de água, dentre eles os fatores naturais na sua geomorfologia, como a seca no nordeste; fatores ambientais, como a degradação do meio ambiente, sociais e econômicos que impedem o investimento na melhoria do sistema de distribuição.

Nesta perspectiva, esta temática tem por objetivo analisar a forma como é realizado o abastecimento de água em Palmeira dos Índios, bem como, verificar como está sendo tratado o meio ambiente neste contexto. A dificuldade da população de Palmeira dos Índios está expressivamente ligada à falta de água, por isso, esta pesquisa irá discutir pontos que estão influenciando nessa irregularidade da distribuição de água, enfatizando a sua importância para a geração de desenvolvimento, saúde e bem estar social.

A Água e o seu abastecimento são temas que proporcionam discussões a partir de estudos que mobilizam o mundo para as conseqüências da falta d’água para a população mundial. Em termos de Brasil, o Nordeste é a região que mais sofre com a irregularidade no abastecimento de água, devido há ações humanas e governamentais; a primeira de agressão ao meio ambiente, a outra de ações inerentes ao cotidiano dos nordestinos.

Para a concretização desta pesquisa foram utilizadas fontes bibliográficas que retratam o tema, teses de mestrados, artigos, jornais, trabalhos teóricos sobre a Água, sites, a legislação sobre a regulamentação do uso da água, bem como, utilizamos uma entrevista com a Sra. Maria Aparecida, responsável pelo setor operacional da Companhia de Abastecimento de Água de Alagoas - CASAL, Composta de questionário cujas respostas nortearam esta pesquisa. Além de uma pesquisa de campo na Carangueja e a utilização de mapas com dados recentes e amostragens para identificação mais precisa serão meios imprescindíveis no estudo realizado.

A Geografia Física vem dar uma importante contribuição através dos trabalhos como os do autor Rebolcas (1997) à medida que, centraliza o debate situacional dentro dos aspectos geográficos da região para uma análise mais consistente do meio como fonte de estudo.
Impactos ambientais e medidas de recuperação da paisagem de Quebrangulo
A integração do homem com o meio natural será um dos fatores que irá determinar uma maior interpretação e entendimento para uma análise concreta do ambiente que a carangueja está inserida. O meio ambiente está no primeiro ponto de uma pauta imensa, fruto de uma cadeia em constante desequilíbrio, resultando em baixas perspectivas para o crescimento ordenado e seu patamar de sustentabilidade. A escassez desencadeia outros problemas bem preocupantes, que estão relacionados ao desenvolvimento socioeconômico e o bem estar da população. A regularização no abastecimento deve vir acompanhada de uma qualidade da água, é nesse momento que podemos citar a questão ambiental como sendo o principal vetor na construção de uma margem de equilíbrio entre o homem e o meio ambiente.
Nos últimos anos, o meio ambiente vem sofrendo com a ação devastadora dos impactos causados principalmente pela ação do homem no meio natural. Para se entender essa relação, pode-se conceituar impacto ambiental como qualquer ação que altere as propriedades físicas, químicas e biológicas causada pela intervenção do homem ou por ação natural do próprio ambiente que possa interferir na saúde, bem-estar da população e em suas atividades econômicas e sociais.

Para considerar o nível de degradação de uma área, se faz necessário fazer uma avaliação de impacto ambiental. Esses procedimentos possibilitam um exame minucioso dos impactos para uma ação eficaz que possa buscar alternativas de proteção ao meio ambiente. Sendo uma política ambiental, é através dela que se podem adotar medidas emergenciais ou não para a implementação desse projeto de recuperação.
Por ter referência de vida, o tema água é alvo de grandes debates nas conferências internacionais em todo o mundo. Desde que esse tema tomou proporções bastante amplas, devido a sua escassez em áreas que não tinham registros de problemas, que governos estão mais cautelosos e buscando vias alternativas de acesso a água própria para o consumo humano. Um dos problemas que altera e pode tornar-se uma fatalidade à medida que aumenta a agressão ao meio natural, são os impactos causados pela ação do homem nas fontes hídricas dos rios, que são suas nascentes. Isso é cada vez mais preocupante, porque se vê o aumento da destruição, ao ponto de termos que delimitar áreas para não serem atingidas pela ação devastadora do homem. Podemos observar em nosso meio que quase não existe mais espaço natural, quase todo o espaço já foi tocado ou modificado pela ação humana. Precisa-se preservar para manter o equilíbrio ecológico e natural nos rios, lagos, nascentes e conseqüentemente, a vida dos seres humanos.
À medida que a população de uma cidade cresce, surgem vários fatores que podem modificar todo o espaço natural, transformando-o em espaço geográfico. Problemas no abastecimento de água indicam um mau planejamento ou um descaso com o meio ambiente, que gera um desconforto na população. Não só o abastecimento, mais a qualidade da água contribuem para uma vida mais saudável e tem que está equiparada à mesma escala de produtividade, desse modo não regredindo.
O estudo de impacto ambiental é feito por técnicos objetivando fazer o levantamento de dados científicos para a implementar um projeto de recuperação do meio ambiente. Com base em dados preliminares, há necessidade de uma análise in loco de fatores que possam evidenciar uma ocorrência mais enfática da degradação e os meios de recuperação. Neste contexto, aplica-se um reconhecimento dos meios físicos e biológicos por meio de identificação da real situação do subsolo, o ar e o clima, destacando os recursos naturais até o meio socioeconômico de ocupação do solo e em que níveis de desordenação. A partir desses levantamentos técnicos norteia-se todo um planejamento estratégico de gestão para a recuperação das áreas impactadas.

Sendo assim, para diagnosticar a área de influência afetada pelos impactos de forma a permear a reversibilidade a pequeno, médio e longo prazo é importante um estudo pleno a partir dos diversos contextos de inserção cultural que cada região apresenta. Além da avaliação de impacto ambiental (AIA) ser uma política correta ela irá retratar o grau de danos causados pelos diferentes processos que colocam em risco várias regiões do mundo.

Após esse estudo, é apresentado o relatório de impacto ambiental onde serão informados todos os dados coletados, técnicos e científicos. O plano de controle ambiental é a efetivação de todo um prognóstico de estudos para minimizar, potencializar e compensar os impactos ambientais.

A expansão urbana sem o controle de ocupação e utilização do solo, provoca conseqüências danosas ao meio ambiente. Em Quebrangulo, onde localiza-se a barragem da carangueja, ainda não há registros desta expansão, mas sofre com a má utilização do solo próximo a barragem. Toda a faixa direita que contorna a carangueja é de propriedade particular, que estão expostas ao desmatamento e a utilização do solo da região não tem o controle para sua sustentabilidade.

O ritmo acelerado do crescimento vegetativo levando-se em consideração o crescimento populacional das cidades que são abastecidas por Quebrangulo, é desproporcional aos recursos existentes e há a falta de investimentos no setor. O crescimento populacional resulta no aumento significativo do consumo de água potável, que se não alinhado com o acompanhamento desta perspectiva acaba causando transtornos à população.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dados do senso de 1991 mostram que a população do município de Palmeira dos Índios residentes caiu de 77.204 mil habitantes para 68.060 mil em 2001. Mas, outro dado importante a ser considerado é que a população urbana aumentou nesses últimos anos. Em 2001 havia 30.783 mil habitantes na zona rural de Palmeira dos Índios, em 2001 esses números foram para 19.102 mil habitantes. Já na cidade foi de 30.783 mil habitantes para 48.958 mil habitantes segundo dados do IBGE. Esses dados mostram o crescimento da população urbana e com ela aumenta a necessidade de uma maior disponibilidade de abastecimento com regularidade para que se venha conduzir o equilíbrio mínimo para manutenção da qualidade de vida.

Com a expansão urbana em Palmeira dos Índios, houve um desencadeamento de uma grave crise no abastecimento urbano. Além do abastecimento, podemos citar a ocupação indevida de áreas de encostas, transformando todo espaço natural do município elevando o processo de alteração do meio natural sem o mínimo de planejamento. Com o crescimento populacional, a demanda aumentou, e não houve um planejamento para que se aumentasse a oferta de água em Palmeira dos Índios e nos demais municípios.

Considerando todos os levantamentos sócio-ambientais e físicos da região de Quebrangulo, onde localiza-se a barragem que abastece o município de Palmeira dos Índios, vem sofrendo constantes alterações em seu ciclo natural. A área é desconstituída de mata ciliar, e em todo o percurso do pequeno rio que abastece a barragem, que a protege de agentes externos, tornando-se um campo aberto para ações agressivas que possam determinar sua falência como o grave e constante assoreamento no fundo da barragem da carangueja. Outro fator importante de relação de impacto são as invasões por parte dos proprietários rurais que se utilizam da área que margeia a barragem para ampliar suas plantações e se utilizarem da água da barragem para irrigarem as mesmas.
A grave crise que passa pelo abastecimento urbano e rural do município de Palmeira dos Índios, permeia pela não valorização da conservação de áreas que tem importância pelo seu potencial hídrico realizando estudos periódicos para as medidas necessárias de conservação indispensáveis para a sustentabilidade do meio ambiente.
Desse modo, não se pode deixar a política para essas áreas padecer, sabemos que a partir do momento em que se recupera uma área devastada, as possibilidades de reestruturação e ampliação são muito grandes, fortalecendo e ampliando o meio ambiente. Tudo isso reflete no nosso cotidiano, em contextos diferenciados, mas que certamente pode se perceber a diferença. Temos sim que buscarmos medidas emergenciais para os problemas do século XXI, mas não deixando para trás uma responsabilidade que é nossa de recuperar a potencialidade dos nossos recursos hídricos, educando e protegendo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REBOUÇAS, Aldo C. Água na região Nordeste: desperdício e escassez. Estudos Avançados - USP,11 (29), 1997. p.127-154.

*Graduado em geografia e pós-graduando em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável


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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Colégio Cenecista Santana comemora seus 60 anos


por Redação (maltanet.com.br)

No período de 12 a 14 de agosto de 2010 o Colégio Cenecista Santana estará comemorando seus 60 anos de existência educando o povo do Sertão Alagoano.

Confira a Programação:

Dia: 12.08 (Quinta-feira)
9:00 -“Caminhada da Paz”
Concentração Praça Dr. Adelson Isaac de Miranda
10:00 - Missa Solene em Ação de Graças
Matriz de Senhora Santana
12:00 - Almoço dos Atletas
Colégio Mileno Ferreira da Silva
14:00 - Abertura dos Jogos Cenecista
Quadra do Colégio Laura Maria Chagas de Assis

Dia 13.08 (Sexta-feira)
08h00min – I Encontro Pedagógico das Escolas Cenecistas de Alagoas

Dia 14.08 (Sábado)
20:00 - Entrega das Comendas Dr. João da Silva Yoyô Filho
Tênis Clube Santanense


UM POUCO DE HISTÓRIA

Passados 60 ANOS DO COLÉGIO CENECISTA SANTANA! É tarefa difícil descrever essa instituição, pois, tendo contribuído ao longo desses anos para o crescimento educacional de Santana e cidades circunvizinhas, esse educandário que tanto vem contribuindo, aumentando o número de Ilustres Cenecista, destacando-se nos mais altos cargos do cenário Municipal, Estadual e Nacional, mostrando que o progresso, entretanto, ainda continua sob a égide da educação ministrada nas salas de aulas do antigo Ginásio Santana. A história do Ginásio Santana, atualmente Colégio Cenecista Santana, conta em sua ata de fundação do Diretório Municipal de Santana do Ipanema, da Campanha de Educandários Gratuitos que, no dia 20 de julho de 1949, enfrentando a poeirenta estrada e, após muitas horas de viagem, chegava a Santana o Padre Teófanes Augusto de Barros Araújo. O sertão alagoano ouvia falar pela primeira vez em Campanha Nacional de Educandário Gratuitos. Cidadãos da cidade se reuniram no salão nobre da Prefeitura Municipal. Presentes: Coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, Dr. Everaldo Batista, Dr. Augusto Pereira da Costa, João da Silva Yoyô Filho, Melânia Oliveira, Maria Monteiro Wanderley, Dr. Hélio Lopes, Lourdes Santana, Mileno Ferreira da Silva, Eraldo Bulhões, Alberto Nepomuceno Agra, Silvio Bulhões, Pantaleão Rocha, Hélio Rocha Cabral de Vasconcelos, Adeildo Nepomuceno,Pe. Fernando Medeiros e muitos outros. Estava fundado o Diretório Municipal da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos. Nesta reunião foi eleita a Primeira Diretoria assim constituída: Presidente: Sr. João da Silva Yoyô Filho. Vice – Presidente: Sr. Alberto Nepomuceno Agra; Secretário Geral: Padre Fernando Medeiros; Tesoureira: Maria Monteiro Wanderley. Conselho Fiscal: Coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, Dr. Hélio Lopes e Adeildo Nepomuceno.

Dia 11 de fevereiro de 1950
Precisava-se de algum dinheiro para se iniciar as atividades pretendidas pela Campanha. Fundava-se, então, a Sociedade Ginásio Santana. Na reunião foi aclamado o nome do Sr. João da Silva Yoyô Filho. Primeiro Diretor Administrativo do Ginásio Santana.

Dia 15 de março de 1950
Aula inaugural do Ginásio Santana. Festa na cidade. O prédio do grupo Escolar Padre Francisco Correia recebia naquele dia os primeiros alunos. As luzes do saber deviam ser transmitidas pelos mais ilustres filhos da terra e sob o brilho dos candeeiros. A educação poderia, a partir daquele momento, ser oferecida a todos, pois somente os filhos dos mais abastados podiam cursar, até então, o curso Ginasial.

13 de fevereiro de 1956
Os grandes benefícios trazidos pelo Ginásio Santana já exigiam um curso de 2º Grau. O comércio já se ressentia da falta de técnicos. Estudou-se qual a melhor opção para os habitantes da cidade. A Escola de Agronomia se apresentava a melhor, porém difícil de conseguir-se. Eram muitas e muitas exigências. Os homens públicos não pensavam tanto no sertão. O sertão sempre foi visto como fonte de votos. O sertanejo, antes de tudo um forte, não recebia o que tinha direito. Todas as cidades da região ligadas e filhas da própria terra santanense exigiam um curso mais adiantado. Foi então, criado o curso Técnico de Contabilidade, autorizado através da Portaria nº 136, de 13.12.56, assinada pelo Ministério da Educação, representado por Lafayette Relford Garcia.
Em março de 1956 as primeiras aulas no Colégio Santo Tomás de Aquino eram iniciadas para 21 alunos, dos quais nove concluíram o curso, em 1958.

7 de março de 1960
Tinha inicio o Curso Normal Rural Pe José Bulhões, também funcionando no mesmo período do então Colégio Stº Tomás de Aquino.

Em 1999
Ano da última turma do curso de contabilidade ofertado pelo Ginásio Santana. Por força de uma Lei do Governo Federal foi extinto este curso.

3 de fevereiro de 2003
Implantamos as turmas do ensino fundamental do 1° ao 5° ano, juntamente com uma nova proposta pedagógica atendendo do 1° ano do ensino fundamental até 3° ano do ensino médio, foi um ano difícil com muitas inovações e resistências, com bastantes dificuldades, mesmo assim nos adaptamos e vencemos os embates.

18 de Setembro de 2006
A CNEC em Uberaba – MG apresenta uma proposta diferenciada e desafiadora aos diretores Cenecista por meio de um material didático com identidade própria tendo como objetivo maior a excelência do ensino quanti-qualitativo.

5 de fevereiro de 2007
Adotamos e implantamos o novo Sistema de Ensino CNEC, unificado em rede nacional.

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domingo, 8 de agosto de 2010

Aziz Ab’Sáber faz duras críticas ao Novo Código Florestal


Para o ambientalista, o código ignora ciência, valoriza interesses ruralistas, e parece escrito por quem nunca esteve na Amazônia

Maria Fernanda Ziegler, enviada a Natal

Entremeando histórias pessoais, conselho aos alunos de graduação e críticas a Novo Código Florestal, o geógrafo Aziz Nacib Ab’Sáber concedeu palestra hoje na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal e anunciou ter escrito uma carta ao relator do Novo Código, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

O geógrafo de 85 anos, que é um dos maiores especialistas brasileiros em impactos ambientais por atividade humana, chama as mudanças no código de “estapafúrdias” na carta “Do Código Florestal para o código da Biodiversidade” e alega que elas foram realizadas sem embasamento científico e sem levar em conta as especificidades ecológicas das diferentes regiões do país. “Todo código antigo precisa de revisão, mas não para favorecer os que têm mais dinheiro,” afirmou durante sua palestra.

Outra crítica de Ab’Sáber é sobre a proteção da vegetação a sete metros e meio da margem dos rios. “Imagine que para o rio Amazonas, a exigência protetora fosse apenas sete metros, enquanto para a maioria dos ribeirões e córregos também fosse aplicada a mesma exigência. Trata-se de desconhecimento entristecedor sobre a ordem de grandeza das redes hidrográficas do território” escreve na carta e argumenta que para esta medida evidencia que os relatores nunca estiveram na Amazônia.Nas 11 páginas da carta, ele pontua a questão da taxa de proteção interna de vegetação florestal em 20%. “Para eles [os interessados em terras amazônicas], se em regiões do centro-sul brasileiro a taxa de proteção interna da vegetação florestal é de 20%, porque na Amazônia a lei exige 80%. Mas ninguém tem a coragem de analisar o que aconteceu nos espaços ecológicos de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais com o percentual de 20%”.

Outro ponto criticado foi a parte do texto do novo Código que cita que as áreas desmatadas e degradadas poderiam ficar sujeitas a (re)florestamento por espécies homogêneas. “uma prova muito de sua grande ignorância, pois não sabe a menor diferença entre reflorestamento e florestamento, o que reflete um fato exclusivamente de interesse econômico”.

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ONU proclama Década do Combate à Desertificação


33% da superfície do planeta está comprometida por conta do fenômeno de desertificação. Para tentar mudar essa realidade, a ONU elegerá o período dos próximos 10 anos como a “Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação”. O anúncio será feito, oficialmente, no dia 16 de agosto

Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável

De acordo com dados da UNCCD – Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, mais de 100 países do mundo enfrentam, atualmente, um acelerado processo de desertificação em suas terras. No total, aproximadamente, 33% da superfície do planeta já está comprometida, atingindo a vida de cerca de 2,6 bilhões de pessoas.

Com a intenção de conter esse fenômeno e mitigar os impactos do aquecimento global nas regiões áridas e semiáridas do planeta, a ONU pretende eleger os próximos 10 anos como a “Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação”. O anúncio oficial será na abertura da Icid 2010 – II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas, que acontecerá no Brasil a partir do dia 16 de agosto.


A cerimônia será presidida pelo secretário-executivo da UNCCD, Luc Gnacadja, e contará com a presença de ministros do Meio Ambiente de diversos países, entre eles, o Brasil. A intenção da medida é conscientizar os líderes mundiais sobre as dimensões alarmantes da desertificação e, assim, incentivar a criação de políticas de prevenção e de adaptação às mudanças climáticas nas áreas consideradas de risco.

De acordo com a UNCCD, o problema de degradação do solo merece atenção na América Latina, onde, anualmente, perde-se cerca de 2,7 bilhões de toneladas da camada arável do solo, o que equivale a um prejuízo de US$ 27 bilhões por ano. No Brasil, a intensa desertificação – sobretudo nos Estados do nordeste e em Minas Gerais e no Espírito Santo – causa prejuízos anuais de US$ 5 bilhões e afeta, negativamente, a vida de mais de 15 milhões de pessoas. Nesse ritmo, segundo a ONU, se as previsões do aumento da temperatura em 2ºC se concretizarem, o Brasil sofrerá sérios riscos de perder até um terço de sua economia até o ano de 2100.

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Centrais sindicais se reúnem e querem Lessa governador


por Assessoria
As centrais sindicais hipotecaram apoio ao candidato da Frente Popular por Alagoas ao governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT), nesta sexta-feira, 30, em café da manhã no Maceió Mar Hotel. ”Fui dirigente sindical e acompanho a luta dos trabalhadores; com a união de todos, vamos ganhar a eleição e mudar Alagoas”, disse Lessa. CUT, CTB, CGTB e Força Sindical congregam mais de duas centenas de sindicatos. Os dirigentes afirmaram que os trabalhadores de Alagoas vão lutar pela eleição de Ronaldo Lessa e pela vitória de Dilma Roussef, candidata do presidente Lula. “Lessa vai ser o novo governador de Alagoas”, afirmou Pascoal Carneiro, secretário nacional da CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil).O encontro contou com as presenças do candidato a vice, Joaquim Brito (PT), e dos candidatos ao Senado Renan Calheiros (PMDB) e Eduardo Bomfim (PCdoB). “Esse é um momento histórico”, declarou Bomfim. “Os trabalhadores mais uma vez se unem em torno de um projeto popular e contra um governo que só contempla as elites. Um projeto vitorioso porque tem na base o movimento sindical”, ressaltou. Já Renan fez questão de lembrar o passado sindicalista do presidente Lula e de como o que era visto com desconfiança acabou se tornando exemplo de luta: “o homem que saiu da pobreza, da ignorância para ser presidente da República em quem as elites não confiavam acabou se tornando o presidente mais popular da história e aquele que fez o país avançar. Lula devolveu ao Brasil a capacidade de crescer, assim como fará Ronaldo Lessa com Alagoas”, disse o senador.


O candidato a vice-governador, Joaquim Brito, de passado sindicalista e presidente estadual do PT criticou setores da sociedade que ignoram o impulso desenvolvimentista que Lula deu ao Brasil: “as políticas publicas adotadas pelo governo federal provam que é possível crescer distribuindo renda”, esclareceu. “Para que esse projeto prossiga é necessário elegermos Dilma Roussef e Ronaldo Lessa; é necessário que Alagoas acompanhe o Brasil”. O alinhamento entre o governo federal e o governo estadual foi destacado pelo secretário do PT nacional, João Felício: “o governo de Alagoas não contempla os trabalhadores, não acompanha os avanços de Lula; por isso é fundamental elegermos Ronaldo Lessa”.
Representando a CUT (Central Única dos Trabalhadores), Lenilda Lima conclamou os trabalhadores a se engajaram na campanha para a eleição de Dilma e Lessa: “temos um presidente que veio do movimento sindical e seu candidato é Ronaldo Lessa”, afirmou. “As centrais aqui reunidas vão seguir Lula e lutar pela eleição de Lessa”. O apoio também foi reafirmado por Albergemar Cassimiro (Gima) da Força Sindical: “são muitos os sindicatos e nós vamos lutar para chegar à vitória”.


Ronaldo Lessa agradeceu a demonstração de força e carinho: “valeu a pena, valeu a pena ter estado esses anos todos ao lado dos trabalhadores, do movimento sindical; é um sinal de que trilhei o caminho certo e poucos candidatos podem se orgulhar de ter tão importante e significativo apoio”, disse emocionado após o evento. Para uma platéia atenta, Lessa destacou o descompromisso do atual governo para com os trabalhadores: “vejam como ele trata os funcionários públicos, os professores, em quatro anos o governo aplicou zero em educação, não construiu escolas, não manteve os hospitais e trata mal os policiais, que se têm armamento estão submetidos, ao mesmo tempo, a uma escala de serviço desumana o que acaba resultando no quadro de violência que vivemos. Com o apoio de todos os trabalhadores vamos mudar esse quadro, vamos fazer um governo popular e não um governo para as elites. Vamos ganhar a eleição porque essa vai ser a vontade do povo”, finalizou.

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Conselho tutelar fecha as portas por não ter nem papel higiênico


As comemorações da passagem dos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, realizadas em todo o país tanto nas instituições ligadas à área quanto na Câmara dos Deputados e no Senado, de onde a lei saiu como uma das grandes esperanças para ajudar no combate aos desajustes desse setor no país, foi celebrada em Palmeira dos Índios com um ato inesperado e triste: o fechamento das portas do Conselho Tutelar da cidade. Após um longo período de desprezo e desatenção, submetido a uma rotina em que faltam as mínimas condições de trabalho, o presidente José Tenório não teve outra saída: fez um documento testemunhando a situação de penúria a que estão submetidos e cerrou as portas da instituição.

Indignado com a situação e solicitado pela instituição, que somente este ano atendeu em Palmeira dos Índios mais de 300 casos, que vão desde estupro de menores até cabarés disfarçados que exploram menores, o promotor Rogério Paranhos remeteu à Vara local da Infância e Adolescência, Ação Civil Pública em que pede no prazo de 48 horas a disponibilidade de carro, devidamente equipado com gasolina e motorista para os trabalhos do Conselho, além de secretária e outros serviços considerados indispensáveis à rotina, como o telefone celular, o computador, a Internet. Preocupado em frisar a importância decisiva do serviço que está sendo subtraído à sociedade, o promotor pediu inclusive busca e apreensão do veículo da prefeitura, se negado, e a multa de 5 mil reais ao prefeito por desatenção a decisões legais que fundamentam este serviço. O promotor Paranhos pediu também uma inspeção judicial ao Conselho, marcada para hoje.Decepcionado, Tenório, há 12 anos lidando com questões que penalizam crianças e adolescentes, e há 2 anos e meio com função dentro do Conselho Tutelar, conta uma decepcionante história de desatenção à instituição pela Prefeitura Municipal.

Conta que, aos poucos suprimiram tudo deles: hoje não tem mais férias: não recebem o 13º salário, não contam com carro, nem a cota de gasolina nem o motorista livre e desimpedido. Cortaram o telefone celular, depois a Internet e por fim o computador quebrou e ninguém apareceu para substituir. O prédio é alugado.

O Conselho não se envolve com a questão mas todos ficam apreensivos com a visita dos proprietários que vez por outra deixa claro que se não pagarem o aluguel em dia, vão pedir o prédio. E por fim, as coisas mais insignificantes: nem mesmo os sanitários dá pra manter porque falta até papel higiênico.

Tenório, e seus companheiros de trabalho, declaram-se assustados com o pouco caso. Pessoalmente eleito por quase 1200 votos que a cidadania lhe deu para eleger-se conselheiro, diz que um serviço como este é hoje uma das forças principais com que a cidade conta para enfrentar a gravíssima questão da delinquência juvenil, por um lado, e dos problemas de agressão à infância e adolescência, por outro. No ano passado, são mais de um mil casos registrados e não é possível sem transporte e sem disposição dos companheiros fazer frente a uma demanda tão grande.

Tenório fala, entretanto, com certo orgulho, dos destaques que o Conselho já recebeu por sua atuação no Estado onde chegou à menção de 2º em meio a 30 conselhos e sobretudo no ano passado em Brasília, onde o reconhecimento do trabalho dos conselheiros foi reconhecido em um ambiente muito mais amplo e que tem servido de estimulo ao trabalho do grupo, todos escolhidos pela comunidade em votação aberta, entre os quais figuram nomes com maior número de votos que o seu, integrados pelo objetivo de ajudar a cidade a enfrentar um problema que é hoje uma das grandes indagações nacionais. A formação atual de conselheiros foi votada no final de 2007 e todos tomaram posse em dezembro daquele ano. Lastimavelmente, o que deveria ser uma oportunidade de ajudar a sociedade, tornou-se uma aventura sombria de incertezas e penúrias. Já no segundo mandato, Tenório lastima ter que tomar a decisão de fechar, mas exibe os números de mais de 300 casos atendidos este ano como o testemunho de que, neste caso, a comemoração pode ser feita em serviços e não só em palavras.

Um dos objetivos da lei foi oferecer resistência legal ao aumento indiscriminado da violência contra a infância e adolescência. Atualmente os níveis mais acentuados são a violência física e psicológica. Depois a sexual e em seguida a negligência, que se dá também no âmbito doméstico. O Estatuto foi sancionado em 13 de julho de 1990. E representa a regulamentação dos artigos 227 e 228 da Constituição, que estabelece como dever da família, da sociedade e do Estado assegurar, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

A gestão ambiental como indutora da prática sustentável


*Tiago Sandes Costa

Em pleno século XXI, a discussão em torno da gestão ambiental como fator preponderante na manutenção, por parte de empresas e órgãos, de uma política eticamente corrente na preservação e contenção de impactos ambientais se tornou um paradigma a ser quebrado. O Brasil e o mundo têm que colocar em suas agendas, a concreta preocupação com a condução das políticas destinadas ao meio ambiente. Vários fatores levam a escassez da água para o consumo da humanidade, a falta de água esta diretamente relacionada à agressão as florestas, com os desmatamentos, poluição do ar, aumento populacional sem o controle de ocupação, então, toda essa contextualização nos põe em uma condição de principais agentes da degradação ambiental. Temos que passar do estágio de espectadores para um novo nível, os de agentes precursores, participando com consciência na defesa do bem natural.
Contudo, mesmo com as ações emergenciais implementadas no campo jurídico para “apressar” a recuperação ou mesmo estabilizar a devastação, serão necessárias medidas radicais com um grande planejamento estratégico a nível mundial, principalmente nos países de primeiro mundo, para reduzir a emissão e a proliferação de meios que problematize a atual situação de instabilidade em áreas impactadas.
A lei 9.433 de 08 de Janeiro de 1997 foi criada para regulamentar o gerenciamento dos recursos hídricos no Brasil e direcionar essa política para o melhor uso desse recurso. Com um intuito gerenciador, a lei vai pelo plano de socializar esse bem natural condicionando a água como um bem da humanidade e que todos tem direito ao acesso com qualidade.
As relações estabelecidas entre a inserção do homem no meio ambiente vinculado a um processo ininterrupto de expansão pelos métodos capitalistas irão permear um levante em torno dos impactos ambientais provocados a partir de uma dinâmica seletiva e contínua do processo de devastação ambiental em curso. Tendo em vista a importância do tema para a garantia da qualidade de vida e disponibilidade hídrica que se pode definir por impacto ambiental “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas, causado por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem estar da população. (SPADOTTO, 2002).
Os olhares estão focados na alteração do código florestal brasileiro que recentemente foi aprovado pela câmara que altera pontos vitais na legislação. O grande retrocesso foi à manutenção no texto original da redução de 30 metros para 15 metros da APP na beira de rios entre 5 metros e dez metros de largura. Essa questão possibilita a uma inserção maior das madeireiras na exploração de sua matéria prima como também fragiliza nascentes e rios em seu entorno. O avanço do desmatamento capitaneado pelos latifundiários, representados no congresso pela União “Democrática” Ruralista, em suas longínquas propriedades fruto de uma capital massivo e voraz retrai a indexação de uma política socioeconômico e ambiental capaz de colocar em prática modelos sustentáveis de exploração dos recursos minerais.
Esse contexto nos conduz a materializar uma plataforma que possa viabilizar a prática do desenvolvimento sustentável por meio de uma legislação que possa coibir a prática exacerbada de exploração em nosso território. A gestão ambiental é imprescindível para que essa práxis esteja em equilíbrio, no tocante ao modo de desenvolvimento.
A avaliação de impacto ambiental é uma ferramenta fundamental a retroagir os crimes praticados contra o meio ambiente.



Moreira vem afirmar que

A avaliação de impactos ambientais é um instrumento de política ambiental, formado por um conjunto de procedimentos, capaz de assegurar, desde o início do processo, que se faça um exame sistemático dos impactos ambientais de uma ação proposta e de suas alternativas. (MOREIRA, 1985, p.34)

Portanto, vale ressaltar que uma política coesa por meio de um gerenciamento através de um relatório de impacto ambienta possa transcender uma nova visão, não futuristas más um olhar consciente que só vem com uma reeducação ambiental.
O licenciamento ambiental é transcendental. A política ambiental brasileira deve ser rígidas, más não burocratizadas. O papel do licenciamento ambiental é concretizar métodos compatíveis de exploração e transformação desses recursos de forma a não agredir o meio ambiente. O grande enfoque sobre o assunto permeia a burocracia do Estado em autorizar o funcionamento ou exploração de determinados produtos. Indústrias como as do setor petroquímico são as que mais expelem reclamações e exigências da legislação. Isso se dá a partir da avaliação da gravidade de um acidente desse ramo, a exemplo do que ocorreu no golfo do México com a British Petroleum foi um exemplo enfático da fragilidade outorgada pelos Estados Unidos. Além desses fatores, os custos de implementação de métodos ecologicamente corretos revela que o compromisso de algumas empresas com o ambiente é escabroso. O financiamento desses projetos é colocado em segundo plano devido os custos serem “altos”. Vale lembrar que custos maiores e até mesmo irreversíveis são para os mananciais, florestas e mares que sofrem diariamente com o lançamento de dejetos sanitários, hospitalares e industriais sem nenhum tratamento.



Como toda causa tem seu efeito correspondente, todo benefício que o homem extrai da natureza tem certamente também seus malefícios. Desse modo, parte-se do princípio de que toda ação humana no ambiente natural ou alterado causa algum impacto em diferentes níveis, gerando alterações com graus diversos de agressão, levando às vezes as condições ambientais a processos até mesmo irreversíveis. (ROSS, 1997 p. 14).

A alta complexidade de seguir com padrões qualitativos, fiscalização e autuações são frequentemente fatores relevantes para conflitos de empresas e órgãos. As boas relações entre meios de produção e meio ambientes devem ser um conjunto. A gestão ambiental começa a integrar um planejamento organizacional e funcional das empresas. Ela aparece como principal matéria a ser tratada, visto que, a busca incessante pelo reconhecimento parte do princípio a anexação dos valores ambientais. Para os próximos anos isso irá representar uma logística para alcançar pontos estratégicos na condução de uma assistência sistemática ao meio ambiente como parte desse meio. Uma política ambiental correta visa atender o mercado com excelência. A redução, reutilização e a reciclagem de matéria-prima condizem com um aproveitamento maior dos recursos possibilitando uma racionalização na produção.

Reflorestamentos, criação de parques e áreas de proteção, devem ser consideradas funções dos setores privados, programas educativos e promocionais necessitam de implementação no sentido de garantir a participação das comunidades nas políticas de gestão da bacia, quais sejam: conservação dos recursos hídricos, incentivos para reciclagem, limpeza, tecnologias e outros. (MAGLIO, 1995 p. 216).

Desde a década de 90 a certificação no Brasil foi um fator determinante na melhoria da qualidade de serviços e produtos. A adoção de programas de conformidades obedece a normas internacionais propiciando o reconhecimento mútuo entre programas de diferentes países. A certificação é plausível para quem a busca. O selo apesar de não ser obrigatório traz um teor de responsabilidade socioambiental que a cada dia se solidifica no mercado. O produto certificado tem origem comprovada e qualidade respaldada pelos órgãos fiscalizadores. Isso irá propiciar uma competitividade saudável no mercado.
Com o processo globalizante em curso, as empresas são forçadas a aprimorar constantemente e qualitativamente seus meios patrimoniais vinculados a proteção ambiental já que o consumidor está cada vez mais consciente e exigente. A sociedade contemporânea está contextualizada a cada período em notar o que ocorre em seu entorno inclusive a seriedade em que as empresas têm com os fatores sócio-ambientais. Hoje, ela está preferindo empresas que tenham em sua marca o respeito ao meio ambiente de forma a contribuir com a vida em sociedade. Esse aspecto proporciona um planejamento estratégico devido à competitividade no mercado.
A gradativa redução de produtos e resíduos por uma marca que venho afetar direta e indiretamente o meio é um mecanismo eficaz de garantir sua permanência no mercado visto que cada vez mais há um patamar de equilíbrio entre exploração de matéria prima e sua comercialização. O desenvolvimento sustentável é a “veia aorta” do crescimento dos diversos setores da economia e se tornou preocupação dos grandes empresários aliando o crescimento econômico e social a sustentabilidade.
Um dos parâmetros mais seguidos enfoca a elaboração de relatórios de grande impacto. Impacto esse que propicie um estudo prévio e compatível com determinada produção. A eficácia de qualquer planejamento estratégico passa pela viabilidade de transpor um problema de incompatibilização no qual possa gerar algum impacto ambiental. Tais eficácias se tornam imprescindível como fundamento que possa viabilizar a realização de um projeto.
A consciência ambiental perpassa pela lógica educacional, ou seja, a educação ambiental é um parâmetro a ser seguido para se poder chegar a uma determinante, um futuro. Essa avaliação é uma constante à medida que percebemos como o atual sistema socioeconômico é incompatível com a preservação do meio ambiente. O capital, principal meio de troca do Capitalismo, se contradiz a medida que qualquer tipo de exploração não deve perpetuasse a ponto de inviabilizar a vida dos seres vivos, no qual nos incluímos, seja no presente, quer no futuro, embora isto não seja doutrinariamente seguido por alguns analistas financeiros.
Attuy Apud Wernke (1999) caracteriza que o “desenvolvimento sustentável pressupõe aumento de renda nacional em longo prazo, sem prejuízo do progresso e sem ferir a ecologia.”
A conceituação nos possibilita uma fundamentação em que o fenômeno do crescimento financeiro vivida na atual fase do Capital deve ser freado, sabendo que ela provoca uma alta concentração de renda resultando num abismo social e ambiental, em paralelo com uma mútua proteção ambiental de forma há não causas mutações no espaço natural.
Tendo a gestão ambiental como principal mecanismo de retenção de medidas impactantes para com o meio ambiente, é que casos como o do município de Palmeira dos Índios em Alagoas estão acontecendo. Palmeira dos Índios é um dos 77 municípios alagoanos que é abastecido pela companhia de abastecimento d’água e saneamento do Estado de Alagoas - CASAL que tem sua sede em Maceió, capital do Estado. Sendo a terceira maior cidade, Palmeira dos Índios sente a carência de um potencial hídrico que venha a suprir as necessidades do município.
A água que abastece os municípios de Palmeira dos Índios, Minador do Negrão e Estrela de Alagoas é capitada na barragem da carangueja que pertence à bacia hidrográfica do rio Carangueja na cidade de Quebrangulo e é distribuída através da adutora da carangueja. Quebrangulo está localizada na região centro-norte do Estado de Alagoas, limitando-se ao norte com o Estado de Pernambuco, ao sul com Palmeira dos Índios e Paulo Jacinto, a oeste com Palmeira dos Índios e a leste com Chã Preta e Paulo Jacinto.
A construção da barragem é datada de 1977, toda sua área é delimitada e cercada pela CASAL e corresponde a cota máxima enchente (360m), toda essa área está protegida por esta companhia de abastecimento e foi concedida para fins de preservação ambiental. A área de preservação permanente estende-se por toda sua margem direita da barragem, e tem aproximadamente 600.000 m². À margem esquerda concentram-se propriedades privadas, que ficam a margem da barragem da carangueja e não se encontram vestígios das matas ciliares em todo seu trajeto. Portanto, Maglio vem mencionar que:
Reflorestamentos, criação de parques e áreas de proteção, devem ser consideradas funções dos setores privados, programas educativos e promocionais necessitam de implementação no sentido de garantir a participação das comunidades nas políticas de gestão da bacia, quais sejam: conservação dos recursos hídricos, incentivos para reciclagem, limpeza, tecnologias e outros. (MAGLIO, 1995 p. 216).

Sendo uma região de manancial, o proprietário tem por obrigação não dispor desta região para fins econômicos como criação de gado e plantações, e sim para reflorestarem essas mesmas áreas. Mesmo com essa obrigação, ele não é cumprido. Segundo a senhora Maria Aparecida Torres dos Santos (Gerente Operacional da Regional Serrana) numa entrevista concedida em 09 de Dezembro de 2006, afirma que “a área de preservação não se estende por toda barragem devido a não estar demarcada pelos órgãos ambientais competentes”.
Toda área que hoje é protegida trata-se de uma região recuperada, onde foram replantadas espécies daquela região e que faziam parte da natividade florestal daquela região. Grande parte das áreas onde há vestígios de vegetação foram áreas reflorestadas para o equilíbrio hídrico e ambiental da região de Quebrangulo.
A empresa de Saneamento e Abastecimento dispõe de um projeto que foi ampliado e analisado pela seção de controle ambiental, chefiado por Narcélio Robson de Melo que é especialista em planejamento e administração de recursos ambientais, para por em pratica uma estufa para cultivarem mudas e conseqüentemente reflorestar a área de preservação. Este projeto já esta em andamento no que se diz respeito à construção da estufa, e o passo posterior à construção seria a parceria com escolas municipais e estaduais juntamente com a comunidade local para fazer um trabalho de educação ambiental que é de fundamental importância para o desenvolvimento de projetos que dê sustentabilidade ao meio ambiente.
A barragem foi construída para uma acumulação de 5.000.000.000 litros (cinco bilhões de litros) e possui uma profundidade de 18m, atualmente a barragem perdeu 5m de profundidade, conseqüência de suas margens estarem desprotegidas provocando o assoreamento da barragem, resultando em uma redução no acúmulo de água, porém ainda não calculado. Não há registros de contaminação por metais pesados na água, devido sua área está restrita a zona rural do município onde se encontra propriedades rurais de cultivo animal, base de sua economia. A contaminação por metais pesados é mais freqüente em lugares que se concentram indústrias que produzem esses metais pesados.
Toda a região da barragem da carangueja faz parte de um plano federal de integração das bacias em Alagoas, cujos estudos foram sobre o de impacto ambiental e implementados pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação (COHIDRO). Várias são as possibilidades de ampliação do abastecimento d’água que estão em estudo pela companhia e pelo governo federal através do COHIDRO, como o canal do sertão, Bálsamo, barragem dos Riachos, Caçamba e Pacariva. Devido à companhia não ter nenhum planejamento durante as estiagens para evitar o desabastecimento, já que houve uma estiagem em 1999 que veio a secar a barragem, a concepção de ampliação dos mananciais de água doce e apropriada para o consumo humano se faz necessário de modo que o equilíbrio ambiental se faça presente para a condução sustentável dos recursos na região.
A dinamização da exploração não pode ser conotada como sinônimo da não recuperação da área da carangueja, se faz necessário o amadurecimento com a preservação desses ambientes de interação das condições naturais presentes em qualquer ambiente que condense essas inter-relações.

*Tiago Sandes Costa é professor de Geografia e pós-graduando em Gestão Ambiental e Desenvolvimento sustentável.















REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MAGLIO, Ivan Carlos. Análise Ambiental. Estratégias e Ações: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Organizado por: TAUK-TORNISIELO, Sâmia Maria; GOBBI, Nivar; FORESTI, Celina; LIMA, Solange Terezinha. São Paulo: TAQ, 1995. p.p. 198.
MOREIRA, I. V. D. Avaliação de impacto ambiental. Rio de Janeiro: FEEMA, 1985. 34 p.
ROSS, Jurandyr Luciano Sanches. Gomorfologia Ambiente e Planejamento. São paulo, Contexto:1997
SOUZA EB de. Desenvolvimento urbano na década de 90. In: IPEA/IPLAN. Para a década de 90 prioridades e perspectivas de políticas públicas. Brasília: IPEA/IPLAN, 1990.
SPADOTTO, C.A. Classificação de Impacto Ambiental. Comitê de Meio Ambiente, Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas. 2002. [online] Disponível: http://www.cnpma.embrapa.br/herbicidas/ [Acessado em 03/05/2009].
WERNKE, Rodney. Custos ambientais: uma abordagem teórica com ênfase na obtenção de vantagem competitiva. Revista Brasileira de Contabilidade. Brasília: ano 29, n. 123, p. 44-51, maio/jun. de 2000.



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domingo, 25 de julho de 2010

Venezuela X Colômbia: quem perde, quem ganha?


Principalmente a partir de novembro de 2009, a crise entre Venezuela e Colômbia está completamente aflorada desde que os dois países seguiram caminhos distintos, um em oposição aos Estados Unidos, outro em aliança ao país do Norte.

Álvaro Uribe vê Hugo Chávez como uma ameaça a seu plano de reduzir os índices de violência no país assolado há décadas pelos combates entre narcotraficantes, fortemente ligados ao poder, e as guerrilhas. Chávez, por sua vez, vê Uribe como uma ameaça militar devido à estreita relação com os Estados Unidos e que oficializaram a presença de seus soldados no território colombiano.

O que está em jogo são projetos distintos de concepção das relações sul-americanas. Chávez tenta, utilizando um pouco de retórica, evitar que um país muito forte, hostil a ele, com um projeto bastante diferente, seja uma ameaça. Não só ele, na verdade, mas nenhum país sul-americano tem interesse em presença militar muito forte dos Estados Unidos.De um lado, os Estados Unidos gostariam de ver a assinatura de tratados de livre comércio (TLCs) com o subcontinente e têm para isso a Colômbia como grande aliada. De outro, o Brasil gostaria da integração sul-americana sem a presença estadunidense, e é essa a visão que interessa à Venezuela.

Nesse aspecto, é importante destacar que Colômbia e Venezuela têm balanças comerciais fortemente dependentes e complementares.

No início dos anos 90 Colômbia e Venezuela estabeleceram uma zona de comércio livre no âmbito da Comunidade Andina de Nações (CAN). O comércio bilateral tem sido impulsionado, desde a criação da zona de comércio livre.

Venezuela gerou superavits consecutivos com a Colômbia de 1993 a 1998, a partir deste ano até 2003, o resultado de excedentes foi alternadamente partilhado entre os dois países. No último período de 2004-2009, o resultado da balança comercial binacional virou deficit para a Venezuela em grande parte porque as importações aumentaram significativamente, enquanto que as exportações para a Colômbia foram reduzidas.

Atualmente, a Colômbia é o segundo destino das exportações não-petrolíferas da Venezuela. Os produtos vendidos ao país vizinho foram de produtos de ferro, aço, alumínio à produtos químicos.

Em relação às importações, houve um aumento acentuado das importações provenientes da Colômbia desde 2004. O país vizinho tem sido o segundo maior fornecedor de mercadorias estrangeiras à Venezuela desde o acordo de livre comércio e, particularmente, tem sido importante no fornecimento de commodities agrícolas e produtos manufaturados, esse tipo de bens representam 78,4% das importações venezuelanas.

Os itens mais relevantes são: carne bovina, cacau, chocolate, produtos de confeitaria e leite, produtos têxteis, como vestuário, couro e de fiação e tecelagem, bem como sapatos, sabão e detergentes, plásticos, produtos químicos, entre outros. 25% das importações venezuelanas são de origem colombiana, enquanto que as exportações colombianas para Venezuela representam 20% das receitas comerciais internacionais.

Neste sentido, do ponto de vista das relações comerciais, ambos os países perdem, pois enquanto a Venezuela, ainda completamente dependente do petróleo, necessita dos produtos colombianos; a Colômbia necessita das aquisições venezuelanas para manter superavits comerciais.

Do ponto de vista político, no subcontinente sul-americano, a Colômbia sairá perdendo, uma vez que, a política implementada por Álvaro Uribe só encontra simpatia na América do Sul com seu colega peruano Alan Garcia.

Já Hugo Chávez, tanto do ponto de vista político, quanto das relações comerciais, possui muito mais aliados sul-americanos, além do que, a Venezuela está completamente integrada ao MERCOSUL, faltando somente, aprovação do parlamento paraguaio. Os potenciais exportadores à Venezuela, para suprimir a deficiência das importações colombiana são por ordem; o Brasil e a Argentina.

A tensão entre Venezuela e Colômbia deverá ser diminuída no período próximo; primeiro, pela posse do Presidente eleito no próximo mês; segundo, pela intermediação do Brasil e da UNASUL (União de Nações Sul-Americanas) e, por fim, pela interdependência comercial entre os países.

(Foto: AFP)

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