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sábado, 2 de outubro de 2010

EXCLUSIVO LULA RESUME O BRASIL QUE VAI ÀS URNAS


Dilma tem 55% dos votos válidos, mostra Vox Populi

"Acabou o tempo em que a casa grande dizia o que a senzala tinha que fazer, acabou"

( Leia nesta pág. a entrevista de Lula a Carta Maior e entenda porque a casa-grande de Serra e Gilmar Mendes tramou contra o voto da senzala; 02-10)
“Esquerda fez opção pela democracia na América Latina”

Em entrevista à Carta Maior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz um balanço de oito anos de governo, aponta as conquistas e mudanças que esse período trouxe para o Brasil e para a América Latina e fala sobre o aprendizado que teve neste período a frente da presidência da República. Entre outros assuntos, aborda também a relação com os meios de comunicação e destaca o compromisso assumido pela esquerda na América Latina: "A esquerda fez uma opção pela democracia. "quem dá golpe não é a esquerda. Não foi ninguém de esquerda que deu o golpe em Honduras".

Redação - Carta Maior

Em entrevista concedida à Carta Maior e aos jornais Página/12 (Argentina) e La Jornada (México), na manhã desta quinta-feira, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço de seus oito anos de governo e as mudanças que esse período trouxe para o país e para a América Latina. Na conversa, entre outros assuntos, o presidente fala sobre o aprendizado que teve neste período - Quando você está no governo, você não pensa, você não acha e você não acredita; você faz ou não faz. E o governo é um eterno tomar de posição – sobre a relação com os meios de comunicação – Se dependesse da imprensa eu teria 10% de aprovação, ou menos – e sobre o compromisso assumido pela esquerda na América Latina: A esquerda, na América Latina, fez uma opção pela democracia, e está chegando ao poder em vários países pela via da democracia. E quem dá golpe não é a esquerda. Não foi ninguém de esquerda que deu o golpe em Honduras.

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O BRASIL E A TORCIDA PARA QUE O COP-10 SEJA UM SUCESSO


Ao longo da semana foram muitas as matérias e os comentários publicados pela imprensa e pelos “twitteiros” sobre o COP-10 (Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica), que acontece em outubro, em Nagoya (Japão). A ideia é que, desse encontro, saiam metas de preservação da biodiversidade a serem cumpridas nos próximos 10 anos, ou seja, até 2020.

No entanto, o possível êxito do COP já tem gerado controvérsia antes mesmo de o evento acontecer. Em matéria publicada no Estadão, por exemplo, Bráulio Dias, secretário nacional de biodiversidade e florestas, levanta a possibilidade de que os resultados no COP não sejam satisfatórios. Uma das dificuldades seria o descompasso de interesses entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. O secretário aponta as graves consequências para o Brasil, caso não se chegue a um acordo, já que “nós somos os maiores detentores de biodiversidade”. Por isso mesmo, precisamos que sejam estabelecidas regras de acesso aos recursos e de repartição dos seus benefícios.Para que fique mais claro o potencial e o papel desempenhado pelo Brasil no cenário ambiental global, retomamos passagens de uma matéria publicada pela Folha de São Paulo, no dia 9 de julho deste ano:

FLORESTA TROPICAL É A MAIOR MÁQUINA DE ABSORVER CO2

As florestas tropicais, como a Amazônia, são a máquinas de fotossíntese mais eficientes do planeta. Um novo estudo internacional mostra que elas absorvem um terço de todo o gás carbônico que é retirado da atmosfera pelas plantas todo ano. (…) São 123 bilhões de toneladas de gás por ano.

(…) O trabalho de Christian Beer (do Instituto Max Planck para Bioquímica) também ressalta a importância das florestas secundárias na Amazônia como “ralos” para o CO2 em excesso despejado no ar por seres humanos.

Isso porque, apesar de absorverem muito carbono por fotossíntese, as florestas tropicais devolvem outro tanto ao ar quando respiram.

Florestas em regeneração, por outro lado, fixam muito mais carbono do que exalam.

O estudo usou dados de uma rede internacional, a Fluxonet, que reúne centenas de torres que sevem como postos de observação pelo mundo, analisando os fluxos de CO2 na vegetação ao redor.

No Brasil há quase uma dezena de torres de fluxo, a maior parte delas instaladas na Amazônia.

O COP nasceu no Rio, em 1992, e suas primeiras metas foram estabelecidas para 2010. No entanto, os relatórios mais recentes sobre a evolução da perda da biodiversidade mostram que o dever de casa das nações de todo o mundo não está sendo cumprido, pelo menos não da maneira que deveria: de 1970 pra cá, o planeta perdeu 30% do seu “estoque” de seres vivos. O prejuízo anual do desmatamento gira em torno de 4,5 trilhões de dólares. Ou seja, o sucesso do COP deste ano, é o sucesso das sociedades como um todo. Agora é torcer…

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O fracasso da tentativa de golpe no Equador


Na espetacular operação de resgate, a irrupção de cerca de 500 soldados – segundo a contagem da televisão pública equatoriana que transmitiu ao vivo e em cadeia nacional todos os fatos – desatou um tiroteio nas imediações do hospital, que se prolongou durante uma hora e que, junto com outros acontecimentos do dia, deixou um saldo de 74 feridos e dois mortos. O resgate e o transporte de Correa duraram cerca de 30 minutos. À noite, Correa responsabilizou diretamente o coronel da reserva, Lucio Gutierrez, que governou o país entre 2003 e 2005, ano em que foi derrubado por um levante popular. O artigo é do La Jornada.

La Jornada

Quito, 30 de setembro. “Jamais cedemos, jamais aceitamos negociar qualquer coisa, sob pressão nada, com o diálogo tudo”, afirmou ontem à noite o presidente equatoriano Rafael Correa ao relatar para milhares de cidadãos os momentos mais críticos do seqüestro realizado por um grupo de oficiais que exigia a revogação da Lei Orgânica do Serviço Público, aprovada quarta-feira pela Assembléia Nacional.Minutos antes, por volta das nove horas da noite em Quito, vários comandos militares terrestres entraram no hospital da polícia nacional disparando tiros de fuzil para resgatar ao mandatário e levá-lo em um automóvel rodeado de veículos militares até a sede do Poder Executivo, o Palácio de Carondelet, onde foi recebido entre gritos e cantos patrióticos por militantes da Aliança País, o partido que o levou ao poder em 2006 e que respalda a revolução cidadã proposta por Correa.

A grande culpa de tudo isso é dos conspiradores de sempre, dos que não conseguiram ganhar nas urnas, disse Correa vestido com a mesma roupa que usava pela manhã quando foi conversar com os policiais do Regimento Quito número 1 para tentar convencê-los a desistir da sublevação em rechaço à nova legislação, que faz parte de uma série de reformas legais pelas quais o Equador passa desde que, em 2008, foi aprovada a nova Constituição.

Em resposta, os policiais agrediram o presidente, insultaram-no, lançaram bombas de gás lacrimogêneo, tentaram tirar-lhe a máscara que levava e quase o asfixiaram, pelo que teve que ser levado para o hospital.

Por volta de uma da tarde, um contingente de pessoas se dirigiu, desde a sede presidencial, até o hospital. O grupo era encabeçado por membros do gabinete e outros funcionários e ia pedir a libertação de Correa. Após uma hora de marcha, policiais uniformizados – muitos deles integrantes de esquadrões de motocicletas – receberam as pessoas com gases lacrimogêneo, pedras e agressões. Esses enfrentamentos se repetiram ao longo do dia.

A essa altura, os pronunciamentos políticos de legisladores e magistrados eram favoráveis à defesa das instituições que o Equador trata de reconstruir após uma década marcada pela instabilidade e por mudanças presidenciais. A oposição manteve silêncio a maior parte do dia até que, desde Brasília, (Lucio) Gutierrez falou à imprensa para rechaçar seu envolvimento, ao mesmo tempo em que sugeriu a dissolução do Congresso e a antecipação das eleições presidenciais.

A sublevação dos policiais se estendeu por várias cidades: Riobamba, Latacunga, Guaranda, Ambato, Cuenca, Loja, Santo Domingo, Ibarra, Machala e Manta.

Ainda que tenha se dito que militares estavam participando do movimento, o único corpo claramente identificado foi o da Força Aérea, que ocupou o aeroporto internacional de Quito para obrigar o cancelamento das operações, que acabaram sendo reabertas ao anoitecer, segundo a autoridade local da aeronáutica civil.

O comando militar e policial manifestou seu pleno respaldo ao presidente Correa, mas o chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, general Ernesto González, declarou que “não estamos condicionando, estamos solicitando que a mencionada lei (que elimina bonificações de servidores) seja revisada e, se for o caso, que seja revogada nas instâncias correspondentes”.

À noite, Correa responsabilizou diretamente o coronel da reserva, Lucio Gutierrez, que governou o país entre 2003 e 2005, ano em que foi derrubado por um levante popular. “Vi os infiltrados por Lúcio”, disse o presidente ao referir-se ao diálogo que sustentou nas primeiras horas do dia, antes do amotinamento dos policiais no quartel.

Na espetacular operação de resgate, a irrupção de cerca de 500 soldados – segundo a contagem da televisão pública equatoriana que transmitiu ao vivo e em cadeia nacional todos os fatos – desatou um tiroteio nas imediações do hospital, que se prolongou durante uma hora e que, junto com outros acontecimentos do dia, deixou um saldo de 74 feridos e dois mortos.

O resgate e o transporte de Correa duraram cerca de 30 minutos. Nas imagens televisivas, pode-se ver que uma pessoa em uma cadeira de rodas era levada de um lugar a outro, mas não ficou claro de quem se tratava até a confirmação do vice-ministro do Interior, Edwin Jarrín. “Tiramos ele, tiramos ele”, disse a jornalistas locais e estrangeiros, enquanto na televisão observava-se ainda a mobilização militar na zona do hospital, situado na zona Sul de Quito.

Após celebrar ter conseguido sair do hospital com vida, Correa confessou o que sentiu em seu cativeiro: me saíram as lágrimas, não de medo, mas sim de tristeza, porque os fatos, explicou, só se devem ao temor da Revolução Cidadã, ou seja, o programa de governo baseado na recuperação de recursos naturais, austeridade administrativa e alianças com países afins como Venezuela e Bolívia.

O retorno de Correa foi acompanhado de uma mobilização de milhares de pessoas que, desde o meio dia – quando se soube que o presidente tinha sido seqüestrado -, acudiram ao palácio Carondelet para defender a institucionalidade política.

“Passamos por uma prova duríssima”, resumiu Correa à noite, diante dos cidadãos. Um grupo de oficiais muito cortês conversou comigo no hospital para exigir a revogação da lei, o que é uma tarefa da Assembléia. “Respondi que não faria isso, que sairia dali com dignidade ou como um cadáver”.

“Como em uma opereta, os policiais seqüestraram seu comandante em chefe”, disse Correa em tom reflexivo. Hoje é um dia triste. Foram uns quantos, mas não haverá perdão nem esquecimento. Além disso, a lei não será revogada”, acrescentou. Alguns minutos mais tarde, terminou seu discurso com uma advertência. “Ninguém vai parar esta revolução cidadã. Até a vitória sempre!”

Tradução: Katarina Peixoto

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Eleições 2010: Poucos candidatos aderem à campanha em defesa do Rio São Francisco


Encontrar políticos e candidatos a cargos públicos dispostos a abraçar as causas populares não é uma tarefa nada fácil. A Articulação Popular São Francisco Vivo constatou isto quando decidiu pedir a todos os candidatos ao parlamento, ao governo dos estados da Bacia do São Francisco, assim como aos presidenciáveis, que apoiassem as propostas que afetam a vida do rio e da população que vive em torno da Bacia.

Diante do balanço frustrante realizado ao fim da campanha (17), Ruben Siqueira, sociólogo, membro da Comissão Pastoral da Terra da Bahia e coordenador do Projeto Articulação Popular para a Revitalização do São Francisco, questiona se as propostas da campanha são “radicais demais para esta época de consensos mornos”. Em entrevista à Adital, Ruben falou a falta de apoio e enumerou as principais necessidades do rio e da população que vive dele. Entrevista realizada por Natasha Pitts, da Adital. [Leia na íntegra]Adital – A Articulação Popular São Francisco Vivo decidiu levar suas propostas aos candidatos de Salvador. Como surgiu a ideia?

Ruben Siqueira – Nem tanto aos candidatos de Salvador, mas a todos os candidatos ao parlamento e ao governo nos estados da Bacia do São Francisco (MG, BA, PE, AL e SE), além dos candidatos à Presidência da República. Trata-se de todos os que poderão se tornar mandatários, cuja ação ou omissão no exercício do mandato terá impacto na vida do rio e do povo que vive na Bacia.

A ideia surgiu, nos encontros e reuniões da Articulação, fruto de duas constatações. A primeira é o esvaziamento da campanha eleitoral, a mercê do marketing publicitário, da ausência do debate de ideias e propostas reais para resolver os graves problemas vividos pela população. A segunda é a necessidade de dar visibilidade aos problemas e desafios da Bacia e às bandeiras e propostas da Articulação. Há cinco anos esta Articulação vem tentando juntar forças em torno dos problemas sociais-ambientais do São Francisco e das experiências e iniciativas populares de revitalização, mas isto tem dificuldade de impactar, pautar, envolver os políticos da região. Há um abismo crescente e angustiante entre a política e a vida.

Adital – Desde o lançamento desta campanha, o que foi feito para divulgá-la e consequentemente para chamar a atenção dos candidatos?

Ruben Siqueira – A própria construção da iniciativa e do documento de propostas foi um processo interessante, pela tomada de consciência entre os participantes da articulação deste quadro político e pela definição do que eram nossas principais reivindicações.

A divulgação se deu pelos meios disponíveis – correio eletrônico, telefone, presencialmente, por exemplo, em debates ou quando topamos os candidatos em campanha. As entidades e militantes que fazem parte da Articulação fizeram este trabalho em suas regiões e estados.

Adital – O prazo para a adesão dos candidatos termina na sexta-feira (17). Já é possível fazer um balando do resultado?

Ruben Siqueira – O balanço que estamos fazendo é frustrante. Os retornos explícitos dos candidatos são bem poucos. Houve mais compromisso “de boca” e promessa de assinar e enviar o documento. Mas isto pouquíssimos fizeram até agora e são os dos pequenos partidos de esquerda. O que nos leva a pensar como realmente é sério o divórcio entre os políticos e os movimentos sociais.

Nos perguntamos se nossas propostas são radicais demais, para esta época de consensos mornos: reforma agrária, limite da propriedade da terra, reconhecimento dos territórios tradicionais, moratória para o Cerrado e Caatinga, defesa do código florestal, suspensão de barragens e da transposição, obras hídricas descentralizadas na região semiárida (Atlas da Agência Nacional de Águas), água como direito humano, revitalização verdadeira, marco regulatório da mineração… Pensamos que sendo de eleitores as numerosas comunidades que enfrentam estes problemas e lutam por estas mudanças, os políticos em geral se interessariam. Parece que hoje eles têm outros meios de conseguir o voto e estes compromissos vão lhes causar problemas…

Adital – Antes desta iniciativa, já havia candidatos/políticos que apoiavam a causa?

Ruben Siqueira – Nos embates em torno do São Francisco, contamos atualmente com poucos políticos de fato comprometidos. Específica e pontualmente, têm alguns poucos ligados à questão, por exemplo, dos quilombolas, da mineração, da convivência com o semiárido, etc. Temos também referência nos parlamentares que pautam a questão ambiental em geral e, mais, nos que se solidarizaram com a luta contra a transposição, na época dos jejuns de Dom Luiz Cappio.

Adital – Quando será feita a divulgação dos resultados de quem apoiou, que não respondem e quem se negou a apoiar a causa?

Ruben Siqueira – Pensamos em imprimir e divulgar massivamente o documento, quando o lançamos, mas optamos por deixar isso para depois, com os nomes dos candidatos que o assumiram. É o que faremos proximamente. Em vista das dificuldades vamos continuar recebendo adesões após o prazo de 17/9 [entrevista realizada no dia 16 de setembro de 2010]. E a partir da semana que vem, vamos divulgar os nomes dos que se comprometeram sugerindo que estes merecem ser votados. Na medida em que outros chegarem, divulgaremos.

Adital – Após as eleições, como pretendem cobrar os político que firmaram compromisso com a situação da Bacia do Rio São Francisco?

Ruben Siqueira – Nossa intenção é estreitar os laços com estes comprometidos, manter permanente contato com eles, continuar pautando-os com nossas denúncias e propostas. Mas sem firmar nenhuma condição de reciprocidade de apoio eleitoral nosso. Claro que, conforme o desempenho deles e a relação que tiverem de respeito à autonomia dos movimentos sociais, serão os políticos que a população sanfranciscana ligada à Articulação deve continuar livremente votando.

Mas, o desafio que está posto é o de recriarmos os espaços e as relações coletivas de poder, superar a inversão operada, de que a sociedade organizada e mobilizada está a serviço do poder de grupos partidários, o que tem significado esvaziamento, controle e neutralização das demandas e lutas. Pior é achar que não carece mais ter movimentos sociais, pois o governo “popular” vai resolver tudo… Temos urgentemente que recuperar a construção do poder popular para além dos políticos profissionais e das estruturas formais da política e do Estado. Esta é a finalidade última – político-educativa – desta campanha da Articulação Popular São Francisco Vivo.

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sábado, 18 de setembro de 2010

Casal realiza concurso para preenchimento de 131 vagas em Alagoas


Cargos são de níveis médio e superior; edital será publicado na próxima segunda-feira

15:13 - 18/09/2010
Da Redação com assessoria

A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) vai realizar concurso público para ao preechimento de 131 vagas de níveis médio e superior. O edital será publicado nesta segunda-feira (20) e os interessados poderão se inscrever no período de 21 de setembro a 15 de outubro, no site da Comissão Permanente de Vestibular (Copeve).stCasal abre concurso público para 131 vagas

Serão oferecidas vagas para 19 cargos diferentes e as provas serão realizadas nos municípios de Maceió, Arapiraca e Delmiro Gouveia.

A partir de segunda-feira, mais informações podem ser obtidas por meio dos endereços www.copeve.ufal.br e www.fundepes.br, ou pelos telefones (82) 2122.5353 e (82) 3336.2507.

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GEOGRAFIA: PRÁTICAS E CONCEITOS PONTO DE VALOR ECOLÓGICO: LITORAL NORTE


Tiago Sandes Costa¹


RESUMO

A aula de campo a ser trabalhada enfocará a inserção da interdisciplinaridade onde propiciará aos professores demonstrar na prática a teoria apresentada em sala de aula e aos alunos subsídios para a elaboração de relatórios vinculados ao foco da aula proporcionando ainda uma percepção da alteração biológica e comportamental resultando na ocupação desordenada e no uso inadequado do solo proporcionando impactos ambientais, além de avaliarmos o contexto em que estamos inseridos. O trabalho a ser desenvolvido irá retratar a ocupação espacial dos municípios de Alagoas no qual se inserem: Santana do Ipanema, Dois Riachos, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Palmeira dos Índios, Maribondo, Atalaia, Satuba, Maceió com paradas em Ponta Verde e Pajuçara, Paripueira, São Luiz do Quitunde e Japaratinga.

ABSTRACT

The class field being worked on will focus on the integration of interdisciplinary studies which would give teachers demonstrate in practice the theory presented in the classroom and the students support for the preparation of reports related to the focus of the class also provides an insight into the biological and behavioral changes resulting in disorderly and inappropriate land use in providing environmental impacts, and evaluate the context in which we operate. The work will be developed to depict the spatial distribution of municipalities of Alagoas in which to insert: Santana do Ipanema, Two Creeks, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Palmeira of the Indians, Maribondo, Atalaia, Satuba, Maceió with stops in Ponta Verde and Pajuçara , Paripueira, São Luiz do Quitunde and Japaratinga.
METODOLOGIA

A gradativa e constante transformação do espaço natural em espaço geográfico proporciona uma mudança substancial na paisagem em todo Estado de Alagoas. As relações socioeconômicas estendidas dentro do território alagoano, bem como o desenrolar espacial transpostos pelas mesorregiões do Estado é ponto fundamental no transcorrer do redesenho sócio espacial. Clima, vegetação, hidrografia, ocupação desordenada do solo, poluição, urbanização, sistemas agrícolas, impactos ambientais e economia serão eixos que condicionarão um desenrolar sobre o sistema produtivo a partir da caracterização do espaço construído. A observação será ponto de partida como principal ferramenta na identificação dos diversos fatores que serão fonte de pesquisa e conhecimento.
Analisar e verificar os contrastes socioambientais locais direcionando a constituição de uma plataforma que, alçará propostas com uma ênfase na real situação em que o crescimento urbano e a expansão agrícola baseada em plantations onde proporciona a existência paisagem contemporânea. A partir da universalização contextual dos diferentes aspectos que condicionaram a inversão ambiental, sem um pleno planejamento nem tendo como base o desenvolvimento sustentável, poderemos considerar a preexistência de relações sociais adversas onde a concentração de renda e o enraizamento das práticas coloniais estão presentes no seio da sociedade alagoana.

OBJETIVO

Os alunos da 3ª série do ensino médio estarão participando de uma aula de campo que inicia-se na cidade de Santana do Ipanema, sertão de Alagoas, caracterizada pela vegetação cactácea e arbustiva e de economia agrícola, passando pelas cidades de Palmeira dos Índios, Belém, Tanque D’arca, Maribondo-Atalaia, Pilar, Satuba, Maceió (Pajuçara e Ponta Verde), Jacarecica, Paripueira e São Luiz do Quintude.
Durante toda aula estarão sendo orientados e acompanhamento pelos professores das áreas abordadas (História, Geografia, Biologia, física, química e Sociologia) e coordenação pedagógica.
O objetivo deste estudo é proporcionar aulas práticas de conhecimento sobre os aspectos físicos, históricos e sociológicos na transformação da paisagem através da ocupação do solo e na constituição historiográfica do estado de Alagoas.

INTRODUÇÃO

A interação entre a teoria e a prática se aplica à necessidade de um trabalho de gabinete bem explorado onde possa difundir conceitos sistemáticos sobre o espaço habitado. Portanto, aplica-se a Geografia o trabalho in loco como ferramenta de vital importância para o acúmulo intelectual do aluno fazendo-o despertar para a pesquisa reproduzindo assim uma visão mais apurada do espaço geográfico. Os conhecimentos sobre os diversos fatores que podem evidenciar ou não certos fenômenos são imprescindíveis no tocante ao ensino-aprendizagem. De acordo com Cruz (1997) “[...] a pesquisa de campo representa uma possibilidade concreta de contato direto entre pesquisador e a realidade estudada, o que permite a apreensão dos aspectos dificilmente vislumbrados através somente do trabalho de gabinete”.
Segundo Kerner e Carpenter (1986), o campo propicia aos estudantes um senso
de integração dos processos da natureza e a percepção desta como um todo, e não suas
partes isoladas.
A gênese da pesquisa é aguçar a construção do conhecimento por meio de um domínio teórico capaz instrumentalizar abordagens capazes de reverter problemas de impactos sócio-ambientais. A diversidade Cultural, Histórica, Ambiental e Biológica serão áreas estratégicas para a elaboração do relatório.

A DIDÁTICA E SUA INCONDICIONALIDADE A GEOGRAFIA

A Geografia está historicamente ligada a percepção de uma disciplina meramente decorativa, cansativa e sem atrativos. Esta lógica tende a mudar a partir da dinâmica empregada ao estudo do espaço geográfico. Interpretação, análise e estudo dos diferentes fatores que influenciam direta ou indiretamente na mudança da paisagem são relações diretas no aprendizado. É nesse viés que o trabalho de campo irá realçar uma nova perspectiva no estuda da Geografia.


Conforme Callai e outros (1988):
[...] vale lembrar aqui que durante o tempo em que se desenvolve todo o processo do trabalho de campo (planejamento, execução, análises e relatórios), o professor deve ter a preocupação constante de situar a atividade que está sendo desenvolvida dentro do contexto dos objetivos pelos quais estão sendo desenvolvidas as tarefas. Isto é necessário para se evitar o “fazer pelo fazer” apenas.

As práticas de campo, quanto ao seu papel didático, podem ser classificadas em:
Ilustrativas, indutiva, motivadoras, treinadoras e investigativas.

a) ilustrativa – serve para mostrar ou reforçar os conceitos já vistos em sala de aula. Pode-se, também, com menor ênfase aplicar habilidades adquiridas;
b) indutivas – visam guiar seqüencialmente os processos de observação e interpretação, para que os alunos resolvam um problema dado. O professor é um condutor direto dos trabalhadores ou se apóia em um guia de atividades (COMPIANI; GONÇALVES, 1984 a e b);
c) motivadoras – visam despertar o interesse dos alunos para um dado problema ou aspecto a ser estudado;
d) treinadoras – visam essencialmente ao aprendizado seqüencial de habilidades, em graus crescentes de complexidade;
e) investigativas – propicia aos alunos resolver um determinado problema, ou formular um, os vários problemas teórico-práticos diferentes. Seguindo o prisma do conhecimento da geografia do município, elaboramos um esquema de roteiro para o trabalho de campo, abordando a Geografia Física e Humana interagindo com outras ciências como História, Biologia, Matemática, Química etc.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

KERN, E. L.; CARPENTER, J. R. (1986) Effect of field activities on student learning.
J. Educ. 34:180-183
CALLAI, H. C. et al. O estudo do município e o ensino de história e geografia. Ijuí: Unijuí,
1988.
COMPIANI M.; GONÇALVES P.W. (1984ª) Aspectos didáticos e metodológicos das
atividades de campo em Geologia. In CONGR BRAS. GEOL. 33, Rio de Janeiro,
1984 Anais Rio de Janeiro SBG. V.5 p. 185-197.
LAUTENSCHLAGER, Cristiane.; KAVALES, Roseli Aparecida.; LUDKA, Vanessa Maria. Geografia e prática de campo. 8º encontro de iniciação científica. Seção de artigos, 2008.

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Estado como Indutor de uma Política Sustentável



*Tiago Sandes Costa

RESUMO

Palmeira dos Índios é um dos 77 municípios alagoanos que é abastecido pela companhia de abastecimento d’água e saneamento do Estado de Alagoas - CASAL que tem sua sede em Maceió, capital do Estado. A água que abastece os municípios de Palmeira dos Índios, Minador do Negrão e Estrela de Alagoas é capitada na barragem da carangueja que pertence à bacia hidrográfica do rio Carangueja no município de Quebrangulo e, é distribuída através da adutora da carangueja. Sendo uma região de manancial, o proprietário tem por obrigação não dispor desta região para fins econômicos como criação de gado e plantações, e sim para reflorestarem essas mesmas áreas.

Palavras-chaves: água, abastecimento, homem, meio ambiente, impactos ambientais sustentabilidade.
INTRODUÇÃO

Os problemas relacionados ao abastecimento de água nas cidades do interior do Estado de Alagoas é uma realidade que vem se intensificando a cada dia. Diversos são os fatores que contribuem para essa situação, dentre os quais a forma errônea como o homem vem interferindo no meio ambiente, contribuindo para a existência dos impactos ambientais.

Entre estas cidades está Palmeira dos Índios situada no Agreste alagoano a cerca de 140 km da capital, Maceió, cuja ligação é realizada através da BR 316, com aproximadamente 68.060 habitantes emancipada em 20 de Agosto de 1889.

O fato de haver nesta cidade uma irregularidade em relação à distribuição de água para a população, instiga o estudo para discutir os pontos que influenciam neste fator, enfatizando a sua importância para a geração de desenvolvimento, saúde e bem-estar social.

Municípios em todo o Brasil, principalmente na região nordeste, passam por verdadeiras calamidades que não são causadas apenas pelos fenômenos naturais, mas também pela falta de água que assola toda uma população decorrente inclusive da também pela forma errônea como o homem vem interferindo no meio ambiente, afetando inclusive o abastecimento de água responsável em atender as necessidades de toda uma população. Vários são os fatores que podem ser condicionantes para o desabastecimento de água, dentre eles os fatores naturais na sua geomorfologia, como a seca no nordeste; fatores ambientais, como a degradação do meio ambiente, sociais e econômicos que impedem o investimento na melhoria do sistema de distribuição.

Nesta perspectiva, esta temática tem por objetivo analisar a forma como é realizado o abastecimento de água em Palmeira dos Índios, bem como, verificar como está sendo tratado o meio ambiente neste contexto. A dificuldade da população de Palmeira dos Índios está expressivamente ligada à falta de água, por isso, esta pesquisa irá discutir pontos que estão influenciando nessa irregularidade da distribuição de água, enfatizando a sua importância para a geração de desenvolvimento, saúde e bem estar social.

A Água e o seu abastecimento são temas que proporcionam discussões a partir de estudos que mobilizam o mundo para as conseqüências da falta d’água para a população mundial. Em termos de Brasil, o Nordeste é a região que mais sofre com a irregularidade no abastecimento de água, devido há ações humanas e governamentais; a primeira de agressão ao meio ambiente, a outra de ações inerentes ao cotidiano dos nordestinos.

Para a concretização desta pesquisa foram utilizadas fontes bibliográficas que retratam o tema, teses de mestrados, artigos, jornais, trabalhos teóricos sobre a Água, sites, a legislação sobre a regulamentação do uso da água, bem como, utilizamos uma entrevista com a Sra. Maria Aparecida, responsável pelo setor operacional da Companhia de Abastecimento de Água de Alagoas - CASAL, Composta de questionário cujas respostas nortearam esta pesquisa. Além de uma pesquisa de campo na Carangueja e a utilização de mapas com dados recentes e amostragens para identificação mais precisa serão meios imprescindíveis no estudo realizado.

A Geografia Física vem dar uma importante contribuição através dos trabalhos como os do autor Rebolcas (1997) à medida que, centraliza o debate situacional dentro dos aspectos geográficos da região para uma análise mais consistente do meio como fonte de estudo.
Impactos ambientais e medidas de recuperação da paisagem de Quebrangulo
A integração do homem com o meio natural será um dos fatores que irá determinar uma maior interpretação e entendimento para uma análise concreta do ambiente que a carangueja está inserida. O meio ambiente está no primeiro ponto de uma pauta imensa, fruto de uma cadeia em constante desequilíbrio, resultando em baixas perspectivas para o crescimento ordenado e seu patamar de sustentabilidade. A escassez desencadeia outros problemas bem preocupantes, que estão relacionados ao desenvolvimento socioeconômico e o bem estar da população. A regularização no abastecimento deve vir acompanhada de uma qualidade da água, é nesse momento que podemos citar a questão ambiental como sendo o principal vetor na construção de uma margem de equilíbrio entre o homem e o meio ambiente.
Nos últimos anos, o meio ambiente vem sofrendo com a ação devastadora dos impactos causados principalmente pela ação do homem no meio natural. Para se entender essa relação, pode-se conceituar impacto ambiental como qualquer ação que altere as propriedades físicas, químicas e biológicas causada pela intervenção do homem ou por ação natural do próprio ambiente que possa interferir na saúde, bem-estar da população e em suas atividades econômicas e sociais.

Para considerar o nível de degradação de uma área, se faz necessário fazer uma avaliação de impacto ambiental. Esses procedimentos possibilitam um exame minucioso dos impactos para uma ação eficaz que possa buscar alternativas de proteção ao meio ambiente. Sendo uma política ambiental, é através dela que se podem adotar medidas emergenciais ou não para a implementação desse projeto de recuperação.
Por ter referência de vida, o tema água é alvo de grandes debates nas conferências internacionais em todo o mundo. Desde que esse tema tomou proporções bastante amplas, devido a sua escassez em áreas que não tinham registros de problemas, que governos estão mais cautelosos e buscando vias alternativas de acesso a água própria para o consumo humano. Um dos problemas que altera e pode tornar-se uma fatalidade à medida que aumenta a agressão ao meio natural, são os impactos causados pela ação do homem nas fontes hídricas dos rios, que são suas nascentes. Isso é cada vez mais preocupante, porque se vê o aumento da destruição, ao ponto de termos que delimitar áreas para não serem atingidas pela ação devastadora do homem. Podemos observar em nosso meio que quase não existe mais espaço natural, quase todo o espaço já foi tocado ou modificado pela ação humana. Precisa-se preservar para manter o equilíbrio ecológico e natural nos rios, lagos, nascentes e conseqüentemente, a vida dos seres humanos.
À medida que a população de uma cidade cresce, surgem vários fatores que podem modificar todo o espaço natural, transformando-o em espaço geográfico. Problemas no abastecimento de água indicam um mau planejamento ou um descaso com o meio ambiente, que gera um desconforto na população. Não só o abastecimento, mais a qualidade da água contribuem para uma vida mais saudável e tem que está equiparada à mesma escala de produtividade, desse modo não regredindo.
O estudo de impacto ambiental é feito por técnicos objetivando fazer o levantamento de dados científicos para a implementar um projeto de recuperação do meio ambiente. Com base em dados preliminares, há necessidade de uma análise in loco de fatores que possam evidenciar uma ocorrência mais enfática da degradação e os meios de recuperação. Neste contexto, aplica-se um reconhecimento dos meios físicos e biológicos por meio de identificação da real situação do subsolo, o ar e o clima, destacando os recursos naturais até o meio socioeconômico de ocupação do solo e em que níveis de desordenação. A partir desses levantamentos técnicos norteia-se todo um planejamento estratégico de gestão para a recuperação das áreas impactadas.

Sendo assim, para diagnosticar a área de influência afetada pelos impactos de forma a permear a reversibilidade a pequeno, médio e longo prazo é importante um estudo pleno a partir dos diversos contextos de inserção cultural que cada região apresenta. Além da avaliação de impacto ambiental (AIA) ser uma política correta ela irá retratar o grau de danos causados pelos diferentes processos que colocam em risco várias regiões do mundo.

Após esse estudo, é apresentado o relatório de impacto ambiental onde serão informados todos os dados coletados, técnicos e científicos. O plano de controle ambiental é a efetivação de todo um prognóstico de estudos para minimizar, potencializar e compensar os impactos ambientais.

A expansão urbana sem o controle de ocupação e utilização do solo, provoca conseqüências danosas ao meio ambiente. Em Quebrangulo, onde localiza-se a barragem da carangueja, ainda não há registros desta expansão, mas sofre com a má utilização do solo próximo a barragem. Toda a faixa direita que contorna a carangueja é de propriedade particular, que estão expostas ao desmatamento e a utilização do solo da região não tem o controle para sua sustentabilidade.

O ritmo acelerado do crescimento vegetativo levando-se em consideração o crescimento populacional das cidades que são abastecidas por Quebrangulo, é desproporcional aos recursos existentes e há a falta de investimentos no setor. O crescimento populacional resulta no aumento significativo do consumo de água potável, que se não alinhado com o acompanhamento desta perspectiva acaba causando transtornos à população.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dados do senso de 1991 mostram que a população do município de Palmeira dos Índios residentes caiu de 77.204 mil habitantes para 68.060 mil em 2001. Mas, outro dado importante a ser considerado é que a população urbana aumentou nesses últimos anos. Em 2001 havia 30.783 mil habitantes na zona rural de Palmeira dos Índios, em 2001 esses números foram para 19.102 mil habitantes. Já na cidade foi de 30.783 mil habitantes para 48.958 mil habitantes segundo dados do IBGE. Esses dados mostram o crescimento da população urbana e com ela aumenta a necessidade de uma maior disponibilidade de abastecimento com regularidade para que se venha conduzir o equilíbrio mínimo para manutenção da qualidade de vida.

Com a expansão urbana em Palmeira dos Índios, houve um desencadeamento de uma grave crise no abastecimento urbano. Além do abastecimento, podemos citar a ocupação indevida de áreas de encostas, transformando todo espaço natural do município elevando o processo de alteração do meio natural sem o mínimo de planejamento. Com o crescimento populacional, a demanda aumentou, e não houve um planejamento para que se aumentasse a oferta de água em Palmeira dos Índios e nos demais municípios.

Considerando todos os levantamentos sócio-ambientais e físicos da região de Quebrangulo, onde localiza-se a barragem que abastece o município de Palmeira dos Índios, vem sofrendo constantes alterações em seu ciclo natural. A área é desconstituída de mata ciliar, e em todo o percurso do pequeno rio que abastece a barragem, que a protege de agentes externos, tornando-se um campo aberto para ações agressivas que possam determinar sua falência como o grave e constante assoreamento no fundo da barragem da carangueja. Outro fator importante de relação de impacto são as invasões por parte dos proprietários rurais que se utilizam da área que margeia a barragem para ampliar suas plantações e se utilizarem da água da barragem para irrigarem as mesmas.
A grave crise que passa pelo abastecimento urbano e rural do município de Palmeira dos Índios, permeia pela não valorização da conservação de áreas que tem importância pelo seu potencial hídrico realizando estudos periódicos para as medidas necessárias de conservação indispensáveis para a sustentabilidade do meio ambiente.
Desse modo, não se pode deixar a política para essas áreas padecer, sabemos que a partir do momento em que se recupera uma área devastada, as possibilidades de reestruturação e ampliação são muito grandes, fortalecendo e ampliando o meio ambiente. Tudo isso reflete no nosso cotidiano, em contextos diferenciados, mas que certamente pode se perceber a diferença. Temos sim que buscarmos medidas emergenciais para os problemas do século XXI, mas não deixando para trás uma responsabilidade que é nossa de recuperar a potencialidade dos nossos recursos hídricos, educando e protegendo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REBOUÇAS, Aldo C. Água na região Nordeste: desperdício e escassez. Estudos Avançados - USP,11 (29), 1997. p.127-154.

*Graduado em geografia e pós-graduando em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável


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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Colégio Cenecista Santana comemora seus 60 anos


por Redação (maltanet.com.br)

No período de 12 a 14 de agosto de 2010 o Colégio Cenecista Santana estará comemorando seus 60 anos de existência educando o povo do Sertão Alagoano.

Confira a Programação:

Dia: 12.08 (Quinta-feira)
9:00 -“Caminhada da Paz”
Concentração Praça Dr. Adelson Isaac de Miranda
10:00 - Missa Solene em Ação de Graças
Matriz de Senhora Santana
12:00 - Almoço dos Atletas
Colégio Mileno Ferreira da Silva
14:00 - Abertura dos Jogos Cenecista
Quadra do Colégio Laura Maria Chagas de Assis

Dia 13.08 (Sexta-feira)
08h00min – I Encontro Pedagógico das Escolas Cenecistas de Alagoas

Dia 14.08 (Sábado)
20:00 - Entrega das Comendas Dr. João da Silva Yoyô Filho
Tênis Clube Santanense


UM POUCO DE HISTÓRIA

Passados 60 ANOS DO COLÉGIO CENECISTA SANTANA! É tarefa difícil descrever essa instituição, pois, tendo contribuído ao longo desses anos para o crescimento educacional de Santana e cidades circunvizinhas, esse educandário que tanto vem contribuindo, aumentando o número de Ilustres Cenecista, destacando-se nos mais altos cargos do cenário Municipal, Estadual e Nacional, mostrando que o progresso, entretanto, ainda continua sob a égide da educação ministrada nas salas de aulas do antigo Ginásio Santana. A história do Ginásio Santana, atualmente Colégio Cenecista Santana, conta em sua ata de fundação do Diretório Municipal de Santana do Ipanema, da Campanha de Educandários Gratuitos que, no dia 20 de julho de 1949, enfrentando a poeirenta estrada e, após muitas horas de viagem, chegava a Santana o Padre Teófanes Augusto de Barros Araújo. O sertão alagoano ouvia falar pela primeira vez em Campanha Nacional de Educandário Gratuitos. Cidadãos da cidade se reuniram no salão nobre da Prefeitura Municipal. Presentes: Coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, Dr. Everaldo Batista, Dr. Augusto Pereira da Costa, João da Silva Yoyô Filho, Melânia Oliveira, Maria Monteiro Wanderley, Dr. Hélio Lopes, Lourdes Santana, Mileno Ferreira da Silva, Eraldo Bulhões, Alberto Nepomuceno Agra, Silvio Bulhões, Pantaleão Rocha, Hélio Rocha Cabral de Vasconcelos, Adeildo Nepomuceno,Pe. Fernando Medeiros e muitos outros. Estava fundado o Diretório Municipal da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos. Nesta reunião foi eleita a Primeira Diretoria assim constituída: Presidente: Sr. João da Silva Yoyô Filho. Vice – Presidente: Sr. Alberto Nepomuceno Agra; Secretário Geral: Padre Fernando Medeiros; Tesoureira: Maria Monteiro Wanderley. Conselho Fiscal: Coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, Dr. Hélio Lopes e Adeildo Nepomuceno.

Dia 11 de fevereiro de 1950
Precisava-se de algum dinheiro para se iniciar as atividades pretendidas pela Campanha. Fundava-se, então, a Sociedade Ginásio Santana. Na reunião foi aclamado o nome do Sr. João da Silva Yoyô Filho. Primeiro Diretor Administrativo do Ginásio Santana.

Dia 15 de março de 1950
Aula inaugural do Ginásio Santana. Festa na cidade. O prédio do grupo Escolar Padre Francisco Correia recebia naquele dia os primeiros alunos. As luzes do saber deviam ser transmitidas pelos mais ilustres filhos da terra e sob o brilho dos candeeiros. A educação poderia, a partir daquele momento, ser oferecida a todos, pois somente os filhos dos mais abastados podiam cursar, até então, o curso Ginasial.

13 de fevereiro de 1956
Os grandes benefícios trazidos pelo Ginásio Santana já exigiam um curso de 2º Grau. O comércio já se ressentia da falta de técnicos. Estudou-se qual a melhor opção para os habitantes da cidade. A Escola de Agronomia se apresentava a melhor, porém difícil de conseguir-se. Eram muitas e muitas exigências. Os homens públicos não pensavam tanto no sertão. O sertão sempre foi visto como fonte de votos. O sertanejo, antes de tudo um forte, não recebia o que tinha direito. Todas as cidades da região ligadas e filhas da própria terra santanense exigiam um curso mais adiantado. Foi então, criado o curso Técnico de Contabilidade, autorizado através da Portaria nº 136, de 13.12.56, assinada pelo Ministério da Educação, representado por Lafayette Relford Garcia.
Em março de 1956 as primeiras aulas no Colégio Santo Tomás de Aquino eram iniciadas para 21 alunos, dos quais nove concluíram o curso, em 1958.

7 de março de 1960
Tinha inicio o Curso Normal Rural Pe José Bulhões, também funcionando no mesmo período do então Colégio Stº Tomás de Aquino.

Em 1999
Ano da última turma do curso de contabilidade ofertado pelo Ginásio Santana. Por força de uma Lei do Governo Federal foi extinto este curso.

3 de fevereiro de 2003
Implantamos as turmas do ensino fundamental do 1° ao 5° ano, juntamente com uma nova proposta pedagógica atendendo do 1° ano do ensino fundamental até 3° ano do ensino médio, foi um ano difícil com muitas inovações e resistências, com bastantes dificuldades, mesmo assim nos adaptamos e vencemos os embates.

18 de Setembro de 2006
A CNEC em Uberaba – MG apresenta uma proposta diferenciada e desafiadora aos diretores Cenecista por meio de um material didático com identidade própria tendo como objetivo maior a excelência do ensino quanti-qualitativo.

5 de fevereiro de 2007
Adotamos e implantamos o novo Sistema de Ensino CNEC, unificado em rede nacional.

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domingo, 8 de agosto de 2010

Aziz Ab’Sáber faz duras críticas ao Novo Código Florestal


Para o ambientalista, o código ignora ciência, valoriza interesses ruralistas, e parece escrito por quem nunca esteve na Amazônia

Maria Fernanda Ziegler, enviada a Natal

Entremeando histórias pessoais, conselho aos alunos de graduação e críticas a Novo Código Florestal, o geógrafo Aziz Nacib Ab’Sáber concedeu palestra hoje na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal e anunciou ter escrito uma carta ao relator do Novo Código, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

O geógrafo de 85 anos, que é um dos maiores especialistas brasileiros em impactos ambientais por atividade humana, chama as mudanças no código de “estapafúrdias” na carta “Do Código Florestal para o código da Biodiversidade” e alega que elas foram realizadas sem embasamento científico e sem levar em conta as especificidades ecológicas das diferentes regiões do país. “Todo código antigo precisa de revisão, mas não para favorecer os que têm mais dinheiro,” afirmou durante sua palestra.

Outra crítica de Ab’Sáber é sobre a proteção da vegetação a sete metros e meio da margem dos rios. “Imagine que para o rio Amazonas, a exigência protetora fosse apenas sete metros, enquanto para a maioria dos ribeirões e córregos também fosse aplicada a mesma exigência. Trata-se de desconhecimento entristecedor sobre a ordem de grandeza das redes hidrográficas do território” escreve na carta e argumenta que para esta medida evidencia que os relatores nunca estiveram na Amazônia.Nas 11 páginas da carta, ele pontua a questão da taxa de proteção interna de vegetação florestal em 20%. “Para eles [os interessados em terras amazônicas], se em regiões do centro-sul brasileiro a taxa de proteção interna da vegetação florestal é de 20%, porque na Amazônia a lei exige 80%. Mas ninguém tem a coragem de analisar o que aconteceu nos espaços ecológicos de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais com o percentual de 20%”.

Outro ponto criticado foi a parte do texto do novo Código que cita que as áreas desmatadas e degradadas poderiam ficar sujeitas a (re)florestamento por espécies homogêneas. “uma prova muito de sua grande ignorância, pois não sabe a menor diferença entre reflorestamento e florestamento, o que reflete um fato exclusivamente de interesse econômico”.

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ONU proclama Década do Combate à Desertificação


33% da superfície do planeta está comprometida por conta do fenômeno de desertificação. Para tentar mudar essa realidade, a ONU elegerá o período dos próximos 10 anos como a “Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação”. O anúncio será feito, oficialmente, no dia 16 de agosto

Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável

De acordo com dados da UNCCD – Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, mais de 100 países do mundo enfrentam, atualmente, um acelerado processo de desertificação em suas terras. No total, aproximadamente, 33% da superfície do planeta já está comprometida, atingindo a vida de cerca de 2,6 bilhões de pessoas.

Com a intenção de conter esse fenômeno e mitigar os impactos do aquecimento global nas regiões áridas e semiáridas do planeta, a ONU pretende eleger os próximos 10 anos como a “Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação”. O anúncio oficial será na abertura da Icid 2010 – II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas, que acontecerá no Brasil a partir do dia 16 de agosto.


A cerimônia será presidida pelo secretário-executivo da UNCCD, Luc Gnacadja, e contará com a presença de ministros do Meio Ambiente de diversos países, entre eles, o Brasil. A intenção da medida é conscientizar os líderes mundiais sobre as dimensões alarmantes da desertificação e, assim, incentivar a criação de políticas de prevenção e de adaptação às mudanças climáticas nas áreas consideradas de risco.

De acordo com a UNCCD, o problema de degradação do solo merece atenção na América Latina, onde, anualmente, perde-se cerca de 2,7 bilhões de toneladas da camada arável do solo, o que equivale a um prejuízo de US$ 27 bilhões por ano. No Brasil, a intensa desertificação – sobretudo nos Estados do nordeste e em Minas Gerais e no Espírito Santo – causa prejuízos anuais de US$ 5 bilhões e afeta, negativamente, a vida de mais de 15 milhões de pessoas. Nesse ritmo, segundo a ONU, se as previsões do aumento da temperatura em 2ºC se concretizarem, o Brasil sofrerá sérios riscos de perder até um terço de sua economia até o ano de 2100.

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Fusos Horários